
Dia 19 de Janeiro, véspera do feriado do padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, São Sebastião. Dia também de conferir o show de um cara que por muito tempo foi perseguido pelos fãs do Iron Maiden, Blaze Bayley.
Apesar de ter lançado dois álbuns bons ao lado do Maiden, Blaze não conseguiu suprir a falta que os fãs tinham de Bruce Dickinson. Ele saiu da banda depois da turnê do álbum Virtual XI e seguiu em carreira solo, onde atualmente divulga o novo CD The Man Who Would Not Die. Blaze percorreu o Brasil em diversas datas trazendo na banda: Nico Bermudez (Guitar), Jay Walsh (Guitar), David Bermudez (Bass), Larry Paterson (Drums) e obviamente Blaze Bayley (Vocals).
O show realizado no Circo Voador teve início com a abertura do portão as 22:30 h e às 23:00 h. a primeira banda a se apresentar foi a Holycross (banda vinda de Santa Cruz – RJ e que divulga o seu EP On Behalf of The Father). A banda contando com Cássio "Voraz" Tavares (Drums), Aloysio Ventura (Vocals), Igor Charlles (Bass), Diego Sandiablo (Guitars), Wagner Vinicius (Guitars) apresentou canções próprias e alguns covers. A apresentação foi iniciada com Theory of Chaos, seguida por My Madness, ambas do último EP. Em seqüência veio Other World (lançada em 2007 no EP Holycross Demos), o cover de Aces High do Iron Maiden, mais duas do novo EP, Bastogne e On Behalf of The Father, uma inédita com o mesmo nome do full lenght que pretendem lançar este ano, Road To Death e fechando o show mais um cover “maideano”, The Trooper.

Desmonta-se a bateria e rapidamente é colocado um novo kit para a entrada da segunda banda de abertura, o Septerra. A banda formada por Marcio Fernandez (Guitars), Filippe ZK (Vocals), Henrique Neto (Drums), Marcio Kendi (Bass) e Diego Felix (Keyboards) chegou com muita presença de palco já mandando Nightmare do EP homônimo da banda, seguida por She-Wolf (cover do Megadeth). Voltam com as próprias The Awakening e Forlorn Hope, seguindo-se de Melancholy - The Holy Martir (do Iced Earth), The One You Love To Hate (da carreira solo de Rob Halford e dedicada aos que nas palavras de Filippe ZK “acham o Heavy Metal uma merda”). Sacred Gates é a próxima a ser tocada, composição da banda presente no EP Nightmare e fechando a apresentação com Flight Of Icarus do Iron Maiden.

Era então hora da atração principal. Primeiramente vou contar um fato real que mais parece uma piada de humor negro que aconteceu no ano de 1998 entre eu e o Sr. Blaze Bayley. Primeira vinda de Blaze ao Brasil. Sem um trocado no bolso resolvo me inscrever numa promoção de uma determinada revista (a extinta Valhalla). Totalmente descrente e achando que era tudo armação, não dei a mínima para a data em que seria anunciado o ganhador. Com este pensamento, acabei viajando a trabalho e saindo da cidade. No dia do evento, conecto na Internet e vejo um e-mail que dizia que meu nome estaria na porta da casa de shows. Nem preciso dizer que fiquei com o perdão da palavra, “puto”. Era o dia e a hora do show e eu fora da cidade. Assistir a este show no Circo Voador era como lavar a alma e pagar de certa maneira essa dívida que eu tinha comigo mesmo.

A banda cantava juntamente com o vocalista cada frase proferida, o som estava alto e a qualidade inegável. O trabalho da cozinha rítmica estava sensacional, as guitarras afiadas e o vocalista inspirado. Um grande show.


Parabéns a Blaze Bayley e banda pelo excelente show, às promissoras bandas de abertura e ao público presente que pôde assistir a mais um show memorável.

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