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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Carta Aberta de Edu Falaschi





Depois de alguns comentários feitos na internet sobre a mudança de direcionamento musical encontrada em Motion, novo álbum do Almah, boatos sobre mais um rompimento no Angra, eis que Edu Falaschi abre o jogo e envia uma carta aberta aos fãs e a mais quem possa interessar sobre sua saúde vocal e planos futuros.


Confira a carta na íntegra:



"Caros amigos,


Finalmente, eu gostaria de esclarecer alguns fatos em relação a minha voz com toda a sinceridade, humildade e integridade que eu possa ter.


Por mais de 20 anos eu trabalhei sem um dia de descanso dentro do Heavy Metal, do qual todos sabem do grau de dificuldade e das exigências técnicas do estilo. Ao entrar no Angra tive ainda que me adequar a uma forma de cantar particularmente aguda e totalmente fora da minha tessitura, e da grande maioria dos cantores! Na época, assumi a bronca e encarei toda a pressão. Porém, há 10 anos era bem mais fácil devido ao fator físico, empolgação e idade. Fui ano após ano sentindo, progressivamente, as dificuldades de se cantar algo tão agudo e fora da minha característica natural. Lutei até o fim! Fiz o possível e o impossível para continuar a cantar bem as músicas do Angra, principalmente as mais antigas, sempre em tons altos, pois o público do Metal Melódico sempre "exigiu" isso de nós cantores. Mas infelizmente, hoje, mais velho e mais experiente, devo assumir que não estou mais apto a cantar tão agudo.


Estou extremamente cansado e sentindo o peso de tudo isso na minha própria voz, inclusive na região que sempre foi o meu forte! Sou um cantor barítono que domina a região dos médios, graves, drives e o canto com voz de peito com conotação mais agressiva, assim como eu fazia no Symbols e faço no Almah atualmente. Conquistei muitas coisas e construí grande parte da minha história vitoriosa com meu próprio perfil, que é o meu forte!


Enfim, tomei uma decisão, pensando única e exclusivamente na saúde da minha voz e na integridade da minha carreira, que construí com tanta luta e dedicação. Após cumprir todas as atividades de divulgação do “Motion”, pré-agendadas até o fim do ano, vou parar por tempo indeterminado para finalmente descansar, e poder tratar definitivamente da minha saúde. Mas devo já salientar que, a partir de hoje, só vou cantar o que estiver dentro da minha tessitura natural, seja no Angra ou em qualquer outra banda, para o meu próprio bem! Quero voltar a ser o que eu realmente sou, em vez de ser o que as pessoas desejam que eu seja! Nesse meio tempo, vou seguir com minhas atividades como produtor e compositor, que são coisas que amo fazer, e que não atrapalharão em nada o progresso da minha recuperação.


Muito obrigado do fundo do meu coração a todos os fãs que sempre me apoiaram e incondicionalmente me defendem! Farei sempre o meu melhor cantando e compondo por vocês e pela boa música, com toda minha verdade e emoção! Eis o primeiro passo de uma nova fase na minha vida! Tenho confiança no futuro, e serei sempre um apaixonado pelo estilo musical mais foda do mundo, o Heavy Metal!”


EDU FALASCHI"




terça-feira, 30 de agosto de 2011

Show Angra - Angra Moto Fest - Angra dos Reis 20/08/2011


Em um fim de semana chuvoso, a equipe do Rio Metal foi à costa verde do Estado do Rio de Janeiro para cobrir o Angra Moto Fest, na cidade de Angra dos Reis. O evento começou na sexta feira a noite e se estendeu até o fim da tarde de domingo. Chegamos apenas na noite de sábado, para conferir a grande atração do festival, a banda Angra.


O evento ocorreu na Praia do Anil e o show do Angra estava marcado para 23h, mas antes deles algumas bandas iriam se apresentar. Por volta de 22h, quando chegamos ao evento, com muita chuva, entrava no palco a banda Creedence Cover tocando, obviamente, músicas do Creedence Clearwater Revival, muito bem executadas e com uma qualidade de som excelente.



Por lá também havia uma estrutura muito legal com uma pequena área de alimentação e uma área para expositores, vendendo artigos de todos os tipos para motociclistas. O clima era muito bom, e, apesar da chuva, motociclistas de variados motoclubes compareceram ao evento, que contou com ótimo público.


Perto de 0h, o Angra é anunciado e começa a soar a introdução Viderunt Te Aquae, primeira faixa do último cd da banda, Aqua. A banda então entra no palco com Arising Thunder, também deste cd. O guitarrista Kiko Loureiro não estava presente no show por motivos particulares, como já havia sido anunciado, e em seu lugar estava o excelente guitarrista das bandas Almah e Khalice, Marcelo Barbosa.




A banda, formada por Edu Falaschi (voz), Rafael Bittencourt (Guitarra), Felipe Andreoli (Baixo), Ricardo Confessori (Bateria) e Marcelo Barbosa (Guitarra - substituindo Kiko Loureiro) entrou no palco com muita empolgação, porém o som deixou muito a desejar, infelizmente. Para descontrair e brincar um pouco com o público, o vocalista Edu Falaschi mencionou a curiosa coincidência de termos a banda Angra tocando em Angra e apresentando o álbum Aqua debaixo de forte chuva.




O show seguiu com Angels Cry, do primeiro disco da banda, e Waiting Silence, do cd Temple of Shadows empolgando a galera. Destaque para Marcelo Barbosa, tocando com muita competência e fidelidade as complicadas guitarras de Kiko Loureiro.





Depois, vieram as baladas Heroes of Sand e Lease of Life, ambas muito bem recebidas e cantadas pelo público. Para colocar fogo novamente no show, seguiram Nothing to Say e Lisbon. Depois de uma pequena pausa, a intro Deus le Volt! anunciava a excelente Spread Your Fire. Depois, Rebirth fez todos os presentes cantarem junto com a banda. Pra terminar o curto show com chave de ouro, a intro Unfinished Allegro trazia o já tradicional medley Carry on/ Nova Era.




Tocando músicas de todos os álbuns da banda, o Angra saiu do palco com um set curto, porém muito bem escolhido. Senti falta de uma apresentação "formal" do Marcelo Barbosa para o público, já que muitos ali nunca o tinham visto tocar. Se não fosse pelo som ruim, diria que esta foi uma das melhores apresentações que já vi da banda Angra. O saldo final do evento foi muito positivo, com grandes shows e muita confraternização, que nem o mal tempo conseguiu atrapalhar!


Fotos: Rodrigo Miller e Pedro Mello

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Show Angra 02/07/2011 - RJ


A banda Angra irá se apresentar no Rio de Janeiro dia 2/7. A banda estará presente no evento Anime Family 2011 que será realizado no Colégio Nossa Senhora da Piedade, localizado na Av Amaro Cavalcanti 2591, Encantado - RJ.
Os ingressos custam R$13,00 e a banda tocará às 17:30hrs.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Entrevista Rafael Bittencourt (Maio 2011)






Um dos grandes nomes do cenário Metal nacional e um dos fundadores de uma das mais respeitosas bandas do cenário nacional e internacional.




É com imensa satisfação que batemos um papo com o guitarrista Rafael Bittencourt (Angra, Bittencourt Project) sobre o álbum Aqua do Angra, seu projeto solo e algumas curiosidades.




Confira:







Rafael, como fundador e guitarrista do Angra, como você descreveria a evolução da banda,altos e baixos, desde o primeiro registro “Reaching Horizons” até o presente lançamento“Aqua” ?


É visível, em minha opinião, o amadurecimento do grupo. Como compositores, como instrumentistas, no profissionalismo etc. Dentro do grupo eu noto que a gente consegue objetivos que antes eram mais penosos de maneira mais ágil e prática.


O Angra é uma banda que já passou por algumas mudanças de formação, crise na indústria fonográfica, crises financeiras nacionais e internacionais, vimos nascer e morrer outros modismos e estilos etc.


Sobrevivemos à muitos contratempos e ainda assim o público se interessa por acompanhar e freqüentar os shows da banda. Eu posso dizer que nestes últimos 20 anos o mundo mudou e o Angra conseguiu acompanhar estas mudanças.




Desde o início da banda você assumiu o importante papel de ser um dos grandescompositores da banda, tornando algumas músicas não só clássicos do Angra mas também clássicos do Metal Melódico. Como é este trabalho de composição? De onde vêm suas inspirações? Existe algum assunto que ainda não tratou em suas composições mas que ainda pretende?


A inspiração parte da observação dos acontecimentos da minha vida e dos que estão ao meu redor. A composição é um trabalho que envolve a construção de idéias intuitivas com uma organização bem lógica e racional da estrutura. Tudo tem que estar no seu devido lugar para ter a força que parece ter na sua cabeça quando se imagina a idéia. É um longo trabalho o de aprimorar este desenvolvimento. Conhecer os elementos musicais a fundo, desenvolver a percepção auditiva e muito treino é o caminho inevitável.









Existe alguma diferença no trabalho de composição entre a banda Angra e o seu projeto, o Bittencourt Project? Falando nisso, como surgiu a idéia do projeto solo?


Não muita diferença, porém no Angra, o estilo é mais bem formatado. Se eu faço uma música que foge deste estilo eu tenho que deixar para um trabalho solo. O projeto era um sonho antigo. Veio da vontade de explorar caminhos de estilo e sonoridades que não se enquadravam no Angra. E, assim que eu percebi que já existia material suficiente resolvi fazer o disco.






Ainda em seu trabalho solo, você acredita que apenas devido a pausa forçada do Angra, ele foi capaz de ser lançado, ou já estava em seus planos? As composições que ali estão foram feitas direcionadas para o projeto ou existem sobras do Angra? Como foi a seleção das faixas que entraram no álbum? Existe algum plano para o segundo álbum?

Algumas músicas haviam sido rejeitadas pelo Angra. Foi o caso de Nacib Véio. Outras eu já estava compondo na tentativa de criar uma outra linguagem, que contivesse as características do meu estilo pessoal, sem os extremismos do Angra que são os bumbos rápidos, solos virtuosos e vocais agudos. A seleção foi baseada nas músicas que estavam mais adiantadas ou que se mostravam mais fortes. Eu quis fazer algo bem variado e acho que consegui. Tem violão, viola caipira, guitarra instrumental, letras em português e em inglês.


Quem sabe o ano que vem posso me dedicar a um segundo. Eu quero muito que isto seja possível.






Recentemente o Angra passou por um período meio conturbado que resultou em um álbum considerado mediano pela crítica e que impôs uma longa pausa das tarefas da banda, resultando até na saída de um dos membros. Como foi encarar esse período como um dos remanescentes da formação original e um dos líderes da banda? Em algum momento pensou em desistir?


Sim, pensei em desistir em alguns momentos. A força que os fãs passaram, os amigos e o pessoal do grupo que ainda queriam continuar me motivaram. Mas, hoje estou bem acostumado a ter conturbações dentro da banda. Infelizmente, virou um padrão na nossa estória.




Rafael, uma pergunta que todos gostariam de fazer mas que nunca te perguntam, sei que é algo delicado, mas, existe algum tipo de contato seu com os antigos membros da banda, me refiro a todos que já passaram pelo Angra? Os planos do DVD de aniversário da banda foram deixados de lado? O material abrangeria todas as fases da banda?


Apenas com o Ricardo Confessori que hoje está de volta a banda. O André e o Luis eu perdi o contato. Planos para edições de aniversário seriam legais, mas não sei quanto de trabalho dará juntar os egos.






“Temple Of Shadows” e “Aqua” apresentam características semelhantes, embora a maior divergência entre eles seja o peso nas músicas. Isso foi algo proposital da banda ou se deve ao tipo de texto em que vocês se basearam na hora de compor?


Foi algo acidental e há quem discorde ainda disto. Por exemplo, houve resenhas que disseram que este álbum se inspirou no Holy Land, por exemplo. O que a gente procurou resgatar foi a sintonia na hora de compor e produzir que rolou durante o processo dos grandes álbuns. Criar uma boa atmosfera para a criação e depois com técnicas de produção captar tudo isto é o segredo. Mas não é fácil fazer isto na prática.






Para terminarmos este papo Rafael, nos diga como está sendo a repercussão do álbum “Aqua” ao redor do mundo? Como você vê o mercado nacional para este estilo de música e o que o difere com o internacional?


A repercussão foi ótima. É um álbum que eu tenho bastante orgulho de ter feito. Acho que representa bem o momento que a banda está vivendo, está em sintonia com as tendências e tem os elementos que as pessoas mais curtem no nosso som. Aqui no Brasil há muitas bandas excelentes pipocando o tempo todo. Muitas delas bem sintonizadas com as bandas européias etc. Mas ainda acho que precisamos criar uma cena forte de som bom em português e com elementos da brasilidade.







Rafael, o nosso muito obrigado pelo tempo cedido a responder nossas perguntas. Esperamos vê-lo em breve nos palcos com o Angra ou o Bittencourt Project ou mesmo em um workshop, fica aqui o espaço para você mandar uma mensagem aos seus fãs.


Muito obrigado a vocês. Abraços.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Show, Angra - 12 - 12 - 2010 (RJ)


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Show, Angra - 12 - 12 - 2010 (RJ)


Bom, a banda Angra se apresentará no Clube Recreativo Caxiense (Duque de Caxias - RJ) no dia 12 de Dezembro de 2010.

O show faz parte da turnê de promoção do mais novo álbum da banda, Aqua.
O evento se iniciará as 15 hs e os preços dos ingressos são R$ 15,00 (1º Lote) e R$ 20,00 (2º Lote) e podem ser adquiridos no site http://www.playgroundstore.com.br

O Recreativo Caxiense fica na Rua Manoel Vieira, 397 - Centro. Duque de Caxias, RJ.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Entrevista Edu Falaschi (Outubro - 2010)

Entrevistamos mais um dos ícones do Heavy Metal nacional e porque não internacional, batemos um papo com o vocalista Edu Falaschi, conhecido mundialmente pelo seu trabalho à frente das bandas Angra e Almah.

Como sempre, Edu, muito solícito e agradável nos doou um enorme tempo em responder a extensa lista de perguntas onde conversamos sobre os tempos de sua primeira banda, Mitrium, sua ascensão na cena com o Symbols, sua entrada no Angra, a criação do Almah e muito mais.

Confira nas linhas abaixo essa grande reportagem.

1 – Edu, como começou o seu envolvimento com a música?

Desde que nasci, meu pai era músico não profissional. Mas eu tive minha primeira experiência com banda aos 17 anos.

2 – Como chegou ao Rock/Heavy Metal e quais suas maiores influências?

Por causa de primos que eram fãs do Iron Maiden. Aos 12 anos eu comprei meus primeiros álbuns de metal. Minha maior influência como cantor é o Dio.

3 – Edu, até onde sabemos, sua primeira banda foi o Mitrium em 1990. O que você se lembra desta época? Quais as diferenças mais relevantes deste tempo no underground com o que você vivencia hoje?

Era tudo mágico, todos muito sonhadores, tudo era mais difícil sem internet, mas mesmo assim o Mitrium com 1 ano de banda gravou um LP. Fato quase impossível para bandas de metal na época. A gente se divertia muito, mas trabalhamos duro também.

4 – Você ainda tem contato com alguns dos membros desta banda?

De vez em quando eu falo com o Enrico (ex-baterista do Mitrium), outras vezes encontrei o Fefo na praia e de vez em quando eu falo com o Nick. Éramos grandes amigos, mas o tempo e a distância nos separou.

5 – Como foi participar da banda Venus? A meu ver foi um dos momentos que mais se projetou o seu nome na cena.

Foi muito legal, a banda era muito boa, um hard rock metal. Fiz com grande prazer, para poder ajudá-los com o CD pois o vocalista saiu repentinamente e eles me chamaram só pra gravar. Foi demais! O CD é ótimo! Vale a pena conhecer!

6 – Em paralelo a esse projeto, estava sendo também gerado um dos seus melhores trabalhos na minha humilde opinião, que foi o debut da banda Symbols. Como foi o processo de composição e como você conseguiu conciliar o tempo entre estes dois trabalhos?

Ainda tinha minha faculdade de Propaganda e MKT. Era tudo muito corrido. Mas o amor pela música quebra todas as barreiras. E amei fazer aquele álbum. Especialmente porque tinha meu irmão ao meu lado! Eu trabalhava de 9 h às 16 h, depois ia para a faculdade das 18 h às 23 h, depois ia a pé para o estúdio e gravava de meia-noite às 4 h da madrugada. Ia para casa de carona para depois acordar cedo no dia seguinte e ir trabalhar. E outra, naquela época não tinha pro-tools, nem plug in para afinar a voz, era tudo na raça, na verdade pura. Ao ouvir o CD, você pode escutar algumas imperfeições que a meu ver são a alma da música. Hoje em dia se arruma tudo, ficamos parecendo robôs.

7 – Uma coisa que pude perceber nos álbuns do Symbols é que tem forte influência do nosso querido Dio, tanto na sonoridade da banda quanto em algumas vocalizações sua. Podemos dizer que foi uma forma de homenagem?

Eu amo o Dio, em qualquer álbum eu sempre colocarei alguma coisa dele. Mas o Symbols era pesado e melódico ao mesmo tempo! Uma puta banda! Orgulharei-me para sempre de ter tocado no grupo com aqueles caras.

8 – Outro lado seu, além do de ser vocalista destas bandas é sua história como produtor. Como é este seu outro lado profissional?

Eu amo o que faço! Produzir é minha grande paixão! Estou muito feliz de estar trabalhando com muitas bandas hoje em dia! Em breve vocês poderão conferir esses trabalhos.

9 – Quais bandas que já produziu? Tem alguma que gostaria de ter trabalhado?

Symbols, Almah, Ártemis, Still Alive, Angels Holocaust e em breve várias outras. Além de vários outros projetos que ajudei, mas não assinei como produtor. Também gosto de trabalhar como coaching, que é quando alguma banda vai gravar o CD e me chamam para acompanhar as gravações só dos vocais! Eu ajo como um técnico de futebol, dando direcionamento técnico para as vocalizações, interpretações, etc., tirando o melhor do cantor e tendo o melhor resultado vocal possível para o disco.

10 – Como você vê o cenário Rock/Heavy brasileiro? Quais as dificuldades que bandas do porte do Angra e Almah ainda encontram?

Muito amador. Sem grandes profissionais no metal. Muitos contratantes que, na verdade, são fãs e não empresários. Isso prejudica a qualidade em geral. O contratante da Ivete Sangalo não é um fã dela, mas sim um profissional que visa lucros e por isso trabalha 100% voltado para o artista e a estrutura do evento. Assim tudo fica bem feito.

11 – Ao longo de sua carreira, além de suas próprias bandas, você participou como convidado de vários álbuns de várias bandas, como surgiram estes convites? Teve algum em especial?

Eles me ligam e se eu gosto, eu faço. Simples assim. Amei cantar Phantom of the Opera com a Tarja.

12 – Como e quando você decidiu formar o Almah?

Em 2006 eu lancei o Almah como um disco solo. Depois, como eu estava sem o Angra, decidi transformar o Almah em banda. E na verdade virou uma mega banda, pois os músicos são maravilhosos e super talentosos. Além de sermos amigos e fazermos com muito amor.

13 – No primeiro álbum do Almah, você contou com músicos conhecidos na cena Metal internacional, como você chegou a esses músicos?

São amigos meus.

14 – Como foi a convivência com estes músicos?

Perfeito, grandes caras! Foi uma honra! Amei viajar para a casa deles nos EUA e Finlândia. Adorei tudo! Fiz exclusivamente para mim esse disco! Sem pretensão alguma, foi alma pura.

15 – Houve algum músico que você tenha convidado para participar do álbum e que não aceitou ou não pôde participar?

Não. Eu só chamei amigos mesmo.

16 – Já no segundo álbum do Almah, você teve músicos nacionais no envolvimento do álbum e o que parecia ser um projeto acabou tomando estrutura de banda. Como você chegou a esta formação?

Eu já conhecia todos eles há bastante tempo, são grandes amigos, só o Paulo que foi uma indicação do Moreira.

17 – Qual o saldo da turnê do álbum “Fragile Equality”? Acredito que foi muito satisfatória, pelo menos o show que eu tive a oportunidade de assistir no Circo Voador aqui no Rio de Janeiro e achei que o público respondeu muito bem.

Foi bem bacana, claro que gostaríamos de ter feito shows internacionais e até mais shows no Brasil. Mas tudo tem seu tempo. Em breve começaremos um novo disco, o terceiro do Almah e talvez uma tour internacional possa acontecer.

18 – Se eu não me engano neste mesmo show, você disse que a música “Torn” quase ficou fora do álbum e só entrou por insistência do Felipe Andreoli. Explique isso pra gente.

É verdade, eu achava ela pesada demais e fora do estilo do resto do álbum, mas eu tava viajando legal (risos). Por isso que discutir tudo em democracia numa banda é a melhor solução.

19 – Em alguns shows, vocês dividiram o palco com Rafael Bittencourt em seu Bittencourt Project, como foi ver seu companheiro de banda de outro digamos “ponto de vista”?

Muito legal, assistir e ser assistido por ele foi bem diferente! Interessante!

20 – Outro fato interessante sobre você Edu é que você é fã da cultura japonesa e você acabou gravando uma versão para a abertura do anime “Saint Seiya” (a aclamada série: Cavaleiros do Zodíaco aqui no Brasil). Como aconteceu isso? E acabou que a canção “Pegasus Fantasy” é sempre lembrada e pedida nos seus shows.

Foi por acaso, a Álamo me convidou e eu cantei. De repente virou um grande hit. Só tenho a agradecer, pois eu amei ter feito e eu amava animes quando criança. Farei para sempre, se possível!

21 – Agora voltando um pouco no tempo. Como foi a sua entrada no Angra, como foram os testes?

O Kiko, através da ex-mulher dele, me chamou para alguns testes para talvez entrar antes do Fireworks, pois o Matos supostamente já iria sair naquela época, e então eu ensaiei com a banda toda – Kiko, Rafa, Confessori e Luis. Foi bem legal, tocamos uns covers e improvisei umas melodias do que seriam as músicas para o Fireworks. Mas depois só rolou mesmo em 2001 com o Rebirth.

22 – Em algum momento você se sentiu receoso de entrar no Angra devido ao nome que a banda já tinha alcançado?

Não, de modo algum. Eu sabia que iriam fazer comparações sempre, mas resolvi enfrentar. Eu só tinha receio de prejudicar minha voz por ter que cantar músicas tão agudas que, na verdade, nada tinham a ver com a minha característica natural, como eu fazia anteriormente no Symbols, por exemplo. Não deu outra, naquela época me ferrei por ter me dedicado ao extremo nos shows. Eu deveria ter parado assim que os problemas começaram, mas muitas coisas já estavam agendadas. Assumi o risco e decidi cumprir todos os compromissos para não deixar o Angra na mão. Agora que estou totalmente recuperado e voltei a cantar na minha melhor forma, posso afirmar que não faria isso hoje. Assim como vários vocalistas também não o fazem, como é o caso do Khan, do Kamelot, que está doente e parou tudo, colocando um substituto na banda para a tour.

Eu abracei todas as causas do Angra, vesti a camisa e fui pra cima, me prejudiquei física e moralmente naquele período, mas hoje a banda é um grande nome! É claro que com a ajuda dos primeiros 9 anos da primeira formação. Mas nosso trabalho nesses 10 últimos anos foi primordial para que o Angra se tornasse o que é hoje mundialmente.

23 – Como foi o processo de gravação do álbum “Aurora Consurgens” e a que você deve o fato dele não ter sido tão bem aceito por uma parcela dos fãs?

Foi conturbado, desanimado e precipitado.

24 – Como surgiu a idéia de cada um compor duas músicas para o álbum? Foi algo que aconteceu naturalmente ou foi pré-definido?

Naturalmente, só pensamos no disco! As melhores músicas entraram, como é feito sempre.

25 – O que mudou da gravação deste álbum para o novo, intitulado “Aqua”? Qual as idéias por trás das composições?

Tudo mudou! Ânimo, parceria, vontade, garra, tudo. O disco é conceitual!

26 – Foi difícil colocar Shakespeare no formato músical?

Não, foi tudo tranqüilo. Shakespeare era muito musical! Praticamente um fã de metal melódico de tanta fantasia que tinha em suas histórias. (risos)

27 – Lembro de ter ouvido na época um set acústico de vocês que foi transmitido via rádio em algumas emissoras do Brasil e pude perceber que o clima entre vocês era muito bom, devido aos recentes acontecimentos, você acha que o tempo saturou esta relação?

Éramos os três novos integrantes, ingênuos, sonhadores e felizes por termos conseguido realizar nossos sonhos. Mas as nuvens realmente não são de algodão e vimos o quanto de crueldade, ganância, ego e mentiras existem no campo profissional. Hoje sou outra pessoa! Com o mesmo amor pela música, mas com o coração calejado e com diversas cicatrizes! Despejo o que resta da minha inocência nas minhas composições e quando estou no palco cantando.

28 – Nesses anos de estrada qual foi a situação mais inusitada que aconteceu com você? Falar que é esta entrevista não vale rsrsrs.

Atropelar um veado numa estrada dos EUA, no meio da neve. Não deu nem para fazer um churrasco pelo menos!

29 – Como estão sendo as críticas em torno do novo álbum e a repercussão dos shows?

Muitas boas e algumas nem tanto. Como sempre, críticos e mais críticos, todos donos da verdade! Enquanto a verdade está no que cada um sente ao ouvir a música e isso é único, particular e intransferível.

30 – Lembro-me de ter ouvido um comentário sobre a saúde da sua voz, como ela está?

Está ótima, porém hoje tenho quase 40 anos, 20 de carreira, cerca de 11 discos gravados, mais de 50 músicas lançadas, 5 turnês mundiais e certamente mais de 300 shows nas costas e nem sempre nas condições que nós mereceríamos ter. Tudo isso sem nem um mês de folga. Isso tem um certo peso hoje em dia, não é tão fácil como era nos meus 20 aninhos. Mas hoje tenho muito mais experiência para lidar com essa vida. Sou um homem feliz, realizado e ainda querendo muito mais! A música é minha vida e morrerei fazendo isso.

31 – O que você acha da nova banda do seu irmão, o Illustria? Como foi trabalhar com um membro da família?

Muito boa! Sou suspeito, claro, mas acho meu irmão genial! Canta absurdo, toca qualquer instrumento e compõe a cada minuto uma grande música. Essa banda vai dar o que falar!

32 – Edu, você já tem em mente algum novo álbum pro Almah?

Sim, para breve!

33 – Para terminar, como você vê a cena Rock / Metal no Brasil?

Crescendo, mas ainda engatinhando! Mas isso vai mudar! Tenho fé!

Edu muito obrigado pela entrevista foi uma grande honra, espero poder ver você em breve pelos palcos aqui no Rio de Janeiro, agora fica o espaço pra você mandar uma mensagem aos nossos leitores.

Muito obrigado a todos os fãs pelo apoio e nos vemos nos shows!

Obrigado mais uma vez Edu pelo tempo e atenção desprendidos. Para saber das novidades sobre Edu Falaschi e suas bandas, seus projetos, acessem www.edufalaschi.com.br e www.myspace.com/edufalaschiofficial agora com uma nova galeria de fotos.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

domingo, 11 de julho de 2010

Arising Thunder - 2010

Depois de um período conturbado, com bate boca entre integrantes, brigas judiciais e uma seqüência de muitos vídeos sobre o que seria o novo disco da banda Angra, intitulado Aqua, eis que é lançado o single digital Arising Thunder.

Muitos comentários foram feitos sobre a musicalidade e o clima do álbum, muitos elogios foram tecidos na internet pelos membros sobre as gravações. Mas convenhamos, pior do que o Aurora Consurgens não dava pra ficar.

Esta nova fase do Angra conta com Edu Falaschi (Vocals), Kiko Loureiro (Guitars), Rafael Bittencourt (Guitars), Felipe Andreolli

(Bass) e Ricardo Confessori (Drums).
O single que contém apenas uma música foi disponibilizado no site oficial da banda: http://www.angra.net/ na passagem do dia 09 para o dia 10 de Julho de 2010, o pacote de download conta com a música Arising Thunder, label e capa para impressão.

Mais uma vez a parte gráfica da banda é de muitíssimo bom gosto, o artista Gustavo Sazes já se tornou sem dúvidas em um dos grandes designers de capas da atualidade, “emprestando” sua arte a diversas bandas.
Vamos à música. Arising Thunder possui um pouco menos de cinco minutos e foi composta por Edu Falaschi (Vocals) e Kiko Loureiro (Guitars), a música tem uma levada bem legal e lembra a vibração do renomado disco Temple Of Shadows.

A música em questão resgata um certo saudosismo para uma parcela de fãs, a substituição de Aquiles Priester por Ricardo Confessori, que saiu da banda depois do lançamento do álbum Fireworks, mostra que a saída de Aquiles não afetou muito a sonoridade que a banda vinha tendo e mostra também a força da banda em se reerguer de um fato muito chato que acontecera tempos atrás, aquela lavação de roupa suja entre Aquiles e Rafael nas mídias especializadas.

Arising Thunder conta com um solo de guitarra bem inspirado, um trabalho extremamente bem executado pela cozinha rítmica e Edu Falaschi voltando a soltar a voz.

Se o full lenght seguir esse conceito musical, teremos um bom álbum. Previsível? Talvez. Mas com certeza este resgate sonoro irá levar muitos fãs aos shows.

Confira !!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Show Angra - 04 - 10 - 2009



Domingo nublado e a primeira vez que o Angra toca na cidade de Duque de Caxias, o local do show foi o Clube Recreativo Caxiense.


Primeiramente vamos falar do local. O Clube conta com uma boa área aberta, onde alguns lojistas puderam expor materiais diversos com a temática Heavy Metal (CDs, LPs, camisas, cordões, pulseiras e todos os outros tipos de badulaques, entre outros).


A organização do evento disponibilizou três palcos para a ocasião, aí começou uma pequena novela que atrapalhou um pouco o brilho do evento. Como a área era a de um clube, existiam dois palcos em uma quadra, o espaço é ótimo, diga-se de passagem, e outro localizado em um salão dentro das dependências do clube. A proposta inicial pelo que eu entendi era de que o palco interno contivesse as bandas covers e os dois externos revezassem as bandas de abertura e depois um deles (o maior) teria o Angra. Pois bem, o que aconteceu foi que segundo os organizadores do evento a produção da banda não queria que as bandas de abertura tocassem no palco principal. Isso fez com que uma das bandas (a Scarlet Horizon pra ser mais exato) montasse o seu equipamento e não tocasse, tendo que desmontar tudo e quase ter que ir embora sem tocar.


Steely Heaven


No fim, uma falha de comunicação entre a produção do Angra e a produção do evento, não vou procurar chifre em cabeça de cavalo, mas em minha opinião algumas bandas foram prejudicadas e outras acabaram não tocando. Bom, agora vamos ao que interessa...


O palco principal, desde que abriram os portões, foi tomado pelos fãs mais ardorosos que não arredaram o pé dali até que o show do Angra acabasse. Eu por exemplo, devido ao tumulto, só consegui assistir três bandas de abertura das treze que estavam programadas.


Scarlet Horizon


A primeira banda a se apresentar foi a Steely Heaven e tocaram sem problemas, agitaram os presentes com o seu som e levantou boa parte dos presentes, a segunda banda do evento foi a Scarlet Horizon, aquela que quase foi embora, e mandaram muito bem, depois delas lembro-me de ouvir a Skyrion, banda com vocais femininos, mas que não possuem um som datado. Já no palco “cover”, consegui ver parte da apresentação da banda Dream Circle, com uma galera entusiasmada e com um bom poderio instrumental, pena que a vocalista ainda não deve ter se adaptado totalmente a banda e ao estilo proposto pelo grupo, que infelizmente foi o comentário ouvido por muitos que estavam presentes lá.


Infelizmente só consegui ouvir essas bandas, pois a aglomeração no outro palco já estava grande e tinha que conseguir o meu lugar na grade. Passagem de som realizada e os caras do Angra adentraram ao palco, outro detalhe chato da noite, a banda começou o show enquanto uma das bandas de abertura começava a tocar.

O Angra fez um show empolgante, tocando músicas de todos os álbuns, passando por todas as fases da banda, os integrantes pareciam estar gostando mesmo da apresentação. O visual meio largado de Edu Falaschi também ficou legal, a volta de Ricardo Confessori e o tempo passado desde a última vez do Angra no Rio criaram uma expectativa grande.


Angra


O show se iniciou com a introdução clássica Unfinished Allegro seguida pelo maior clássico da banda Carry On, que se encontra no primeiro álbum da banda, em seguida executam Nova Era, sempre bem recebida pelo público, Waiting Silence manteve a galera na empolgação, quebrando o ritmo, a escolhida da vez foi Silence And Distance, uma grata surpresa no set.


Voltando para a pegada mais rápida, mais um clássico da banda e que nomeia o debut, Angels Cry, mais uma surpresa no set, Lisbon, muito pedida pelos fãs, a banda segue com The Course Of Nature do álbum Aurora Consurgens. Com Late Redemption foi o momento de a galera interagir e fazer as partes gravadas por Milton Nascimento, Acid Rain foi a seguinte a ser executada e abriu espaço para uma música não muito usual pela banda, Never Understand.


Foi o momento de uma das poucas músicas que salvam o último álbum, The Voice Commanding You foi executada e a banda seguiu sem sustos e mandou Rebirth seguida por Nothing To Say, este foi o término do set regular, a banda se despede ao som da instrumental Deus Le Volt ! Obviamente a banda voltaria para um bis, a banda volta e detona com Spread Your Fire, uma música que soa muito bem ao vivo e que facilmente levanta a galera.


Angra


No fim do dia, o que tivemos, foi um bom show, sem riscos, abrangendo os clássicos antigos e novos da banda. A banda deixou claro que queria repor esses dois anos perdidos devido as brigas judiciais, mesmo sem uma produção de palco e efeitos de luzes magistrais, a banda foi a atração em si, destaque para a simpatia do vocalista Edu Falaschi que conversou em alguns momentos com a platéia, inclusive pedindo para que todos ficassem e vissem as outras bandas, a técnica e naturalidade dos guitarristas Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro, a técnica de Felipe Andreolli e a volta do baterista Ricardo Confessori.


Desejamos sorte ao Angra e que eles consigam dar a volta por cima. E que a produção se acerte na próxima vez para que todas as bandas tenham um tratamento direito e que o público possa ver e ouvir as mesmas.


Para conferir as fotos do evento acesse:


http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewPicture&friendID=465207472&albumId=978341

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Angra 04 - 10 - 2009

Enfim o flyer do Angra em Duque de Caxias ....


... Tinha esquecido de postar. Desculpem-me.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Show - Angra 04 - 10 - 2009



De volta ao Rio de Janeiro depois da turnê conjunta com o Sepultura, o Angra fará uma apresentação em Duque de Caxias no Clube Recreativo Caxiense.


Ainda não se tem muitas informações. Assim que novos dados forem divulgados, transmitiremos a vocês.


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

The Holy Box – 1998




Box limitada do Angra lançada pela Lucretia Records em parceria com a Rock Brigade.


A box foi lançada somente na Europa e limitada em 5.000 cópias.


É um item bonito, raro e um pouco caro.


A box vem com 1 pôster da banda em um set acústico, 1 booklet em papel cartão com fotos e discografia da banda, 1 revista do fã clube italiano (Land Of The Angels), adesivos com as capas dos álbuns, logo e foto ao vivo da banda, uma foto em papel cartão da banda além de 3 CDs (Holy Land, Acoustic And More do Angra e Lucretia’s Kiss The Compilation, uma coletânea contendo bandas do cast da gravadora).



Confira:



CD 1 ("Holy Land"):


01. Crossing
02. Nothing To Say

03. Silence And Distance
04. Carolina IV

05. Holy Land
06. The Shaman
07. Make Believe
08. Z.I.T.O.
09. Deep Blue
10. Lullaby For Lucifer



CD 2 ("Acoustic...And More"):

01. Angels Cry [live acoustic]
02. Chega De Saudade [live acoustic]
03. Never Understand [live acoustic]
04. Evil Warning [1994 version]
05. Angels Cry [1994 version]
06. Carry On [1994 version]
07. Wuthering Heights [edit]



CD 3 ("Lucretia's Kiss" [compilation]):


01. Carry On [Angra]
02. Behind The Cross [Time Machine]
03. Ira Tenax / Warrior Of Ice [Rhapsody]
04. I`m Falling [Avalon]
05. Paradise Is In Cyber-Space [Archangel]
06. Save [E. VIII]
07. Tears From Heaven [Shadow Dancers]
08. Anthem Of Ancient Splendour [Dominance]
09. Open Your Eyes [Arachnes]
10. Nobody`s History [Abighor]
11. Spanish Flame [Moon Of Steel]