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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Megadeth - Tour Of Duty / Chile 2008






O Megadeth sempre foi uma banda de muito prestígio na América do Sul. Força absoluta em países como Argentina e Chile, o que nós avaliamos aqui desta vez é um bootleg feito a partir de uma apresentação memorável no Chile no ano de 2008 durante a turnê do álbum United Abominations lançado em 2007.


Antes de nós começarmos a escrever sobre o registro gostaria de lembrar o que é um bootleg para os marinheiros de primeira viagem. Bootleg é um termo de língua inglesa (nossa!!!, jura!!!), que é utilizado para descrever as gravações não oficiais de eventos, sendo assim podemos ter bootlegs de vídeo e bootlegs de áudio. Ressalto que esta prática não é legalizada em vários países, e que mesmo com este obstáculo, fãs e oportunistas de todo o mundo lançam os mesmos de forma prensada, que passam como produtos oficiais para alguns desavisados.


A qualidade de áudio destas gravações é muito variável, passando por gravações feitas no meio do público onde só ouvimos os gritos dos fãs a gravações realizadas diretas da mesa de som da banda, tendo uma qualidade excepcional. Portanto, antes de adquirirem algo que considerem estranho e inusitado, pesquisem, pois podem se arrepender.


Feita as considerações sobre o tipo de registro abordado neste post, vamos ao que realmente interessa.


United Abominations é um álbum onde podemos observar a vontade do Megadeth - ou seria de Dave Mustaine? - a voltar ao estilo clássico da banda, talvez sendo o melhor registro desde Cryptic Writings até aquele momento. Nesta ocasião a banda contava além de Dave Mustaine (Vocals/Guitars) com Chris Broderick (Guitars), James Lomenzo (Bass) e Shawn Drover (Drums).


Este registro em questão foi gravado de uma transmissão da Radio Futuro (La Radio Del Rock) no dia 31 de Maio de 2008, que transmitiu ao vivo a apresentação da banda na Arena Movistar. Se você não é como eu (um viciado em CD’s e LP’s, eu admito!) pode encontrar com certa facilidade na Internet não só o áudio, mas também a apresentação em vídeo.


O registro em áudio é separado em 23 faixas, contando os solos, comunicação de Mustaine com o público e a faixa final “Outro”.





A qualidade das faixas é boa, e pode-se ouvir todos os instrumentos e a voz com muita tranqüilidade. O que mata são os comentários do pessoal da rádio no início e final das música ( tudo bem, convenhamos que os comentários são feitos por gente que entende do riscado e não por um Marcio Garcia da vida falando sobre o Iron Maiden na transmissão da Globo do Rock In Rio III ), mas para nós fãs soa desnecessário.


O registro passa pela nova, na época, Sleepwalker que tem um apelo muito bom ao vivo, passando por Wake Up Dead, um dos clássicos do álbum Peace Sells, Take No Prisoners do álbum Rust In Peace e Skin O' My Teeth do álbum Countdown To Extinction. Só com essas músicas já podemos notar que toda a carreira da banda ia ser revisitada.


O que nos chama atenção no registro, além do público, é a eficiência de Chris Broderick em assumir o posto de uma das guitarras do Megadeth e mandar tão bem, não devendo nada a nenhum de seus antecessores.


O show prossegue com Washington Is Next, Kick The Chair, In My Darkest Hour, Hangar 18, Gears Of War e a eterna A Tout Le Monde.


Perceba que estamos no meio da apresentação e não conseguimos ouvir uma música ruim ou “boazinha” no set, realmente os anos de 2007 e 2008 foram decisivos para o Megadeth.


Depois da amaciada com A Tout Le Monde, a porradaria de Tornado Of Souls faz com que o sangue volte a ferver. Ashes In Your Mouth, Burnt Ice e Sweating Bullets são as seguintes.


Em Symphony Of Destruction podemos ouvir nossos hermanos entoando o brado: “¡Megadeth, Megadeth, aguante Megadeth!”, impressionante a reação do público, talvez o clássico absoluto do Megadeth.


O set ainda segue com Trust, Crowd, She Wolf e o medley de Peace Sells e Mechanix, aquela que foi escrita na época do Metallica. O quê? Não conhece a história? Aguarde futuros posts.


Saldo final do registro: uma excelente apresentação, uma boa gravação, empolgante para qualquer fã, os únicos problemas, se é que podemos chamar assim, ficam por conta dos comentários e vinhetas da Radio Futuro - “A Radio Del Megadeth En Chile”.


Se porventura algum leitor quiser saber sobre links para baixar o registro, peça pelo campo “comentários”, como não é nada oficial esse eu posso disponibilizar.


Abraços e Confira !!!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Demos, As Dramatic Homage

Há algum tempo recebi as demos de uma banda inovadora e muito promissora da cidade do Rio de Janeiro chamada As Dramatic Homage. Ao todo foram 2 demos, A Deep Inner Recital (2001), Atmosphere Of Pain / Anthems Of Hate (2005) eo single Ominous Force For Ascension (2010).

Lembrando também que a banda figurou em duas coletâneas, Extreme Brazilian Alliance (2007) e The Essence Of Black Metal (2010.).

O As Dramatic Homage pratica o sub-gênero do Heavy Metal chamado de Avant-Garde Metal, um gênero onde o experimentalismo é uma das premissas e a mistura entre vários estilos como o Thrash, o Death, o Doom, o Power e o Black são cabíveis.

A banda foi formada em 1998 e possui temas sobre o Ocultismo em suas letras.

Hoje a banda conta com apenas dois membros Alexandre Pontes (Vocals /Guitars ), Alexandre Martins (Bass), Eliebert Deron (Guitars) e Evanildo Gouveia (Drums/Percussions). A banda está preparando seu novo trabalho com lançamento previsto ainda para este início de 2011.



O primeiro trabalho A Inner Deep Recital possui quatro músicas e traz na formação os músicos Alexandre Pontes (Vocals / Bass), Vitor Noronha (Guitars), Willian Moraes (Guitars) e Eric Valle (Drums).

O registro se inicia com The Lover’s Funeral que se inicia com um clima bem intenso que logo é acrescido pelos vocais que beiram o gutural de Alexandre, como o próprio nome da música sugere o clima é denso como o de um funeral, além das passagens mais carregadas temos momentos de guitarras bem na linha das bandas de metal tradicional, uma bela e coesa mistura.

A seguir temos Incandescent Sun que segue a linha de sua predecessora, a música é longa e possui boas passagens, um som que deve ser ouvido com cuidado e atenção devido as mudanças e detalhes instrumentais.

De inicio mais agressivo temos For All Eternity seguida por My Black Kingdom Of The Remorse que seguem o gênero proposto.

Talvez o único detalhe negativo (mínimo diga-se) é a questão do vocal estar um pouco baixo quase sumindo em algumas vezes por detrás dos outros instrumentos, a capa traz uma foto de uma estátua a frente de uma árvore que exprime bem o som da banda, algo bonito mas que ao mesmo tempo pode ser perturbador.




Em 2005 foi a vez do segundo registro, Atmosphere Of Pain / Anthems Of Hate, o trabalho foi gravado no Primasom Studio e traz novamente quatro faixas, a primeira é Excogitation, música instrumental que serve de introdução a Astral Infernal, uma música forte que apresenta o lado mais feroz da banda, desta vez soando mais Black do que as composições citadas até aqui.

O clima denso volta em Cursed Asylum Of Torment que em seu pouco mais de três minutos transporta o ouvinte a outra dimensão, as mudanças de andamento são bem realizadas e prende o ouvinte, o fechamento do registro fica por conta de The Cicle Of Agony que tem o início calcado no Heavy tradicional e passa rapidamente para uma demolição por parte da bateria e vocais fortes, o lado Black da banda mais uma vez se sobre sai.




Como toda banda que se preza a lançar um debut, o As Dramatic Homage lançou um sinle em 2010 intitulado Ominous Force For Ascension.

De cara, o que vemos é que a banda chegou ao profissionalismo, o trabalho gráfico é belíssimo e a gravação se apresenta em um outro nível, os instrumentos estão todos no volume certo e a voz de Alexandre enfim é conhecida em sua totalidade pelos ouvintes.

O início do single fica por conta da faixa que cede seu nome ao registro, Ominous Force For Ascension, uma faixa cadenciada e de extremo bom gosto unindo peso e melodia em seus quatro minutos de duração, a música é forte e promete fazer os fãs bangear como loucos.

A segunda música do registro é The Age of Transition, faixa instrumental que possui o clima denso que é uma das maiores características da banda.

O saldo final que temos da audição dos trabalhos da As Dramatic Homage é que a banda está pronta para agradar aos fãs dos mais variados gêneros do Heavy Metal principalmente aos fãs de bandas como Opeth e Katatonia, sem dúvida alguma a banda se mostra inovadora no cenário carioca e promete ser um dos grandes nomes da cena. Esperamos pelo lançamento do debut.

Para conferir melhor o som desses caras e saber sobre as novidades da banda acessem: www.myspace.com/asdramatichomageband .

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

In The Halls Of Our Ancient Fathers - 2010



Da terra da gaita de fole, não podíamos esperar menos do que uma boa banda de Folk Metal com o tradicional flerte com o Black Metal.


A banda formada por Steven Roche (Vocals, Keyboards), David Quinn (Guitars), Emile Quigley (Bass) e Chareyre Anais (Drums) nos brindam com uma excelente sonoridade. Pesado e consistente o som destes irlandeses nos remete aos campos de batalhas nas Highlands, se imaginar postando uma espada e lutando em campo aberto não é uma tarefa muito difícil.


A banda foi formada em 2007 e este é o seu primeiro full-lenght, antes disso eles haviam lançado apenas uma demo em 2008 chamada Signs Of War.


A capa assim como o logotipo e todo conteúdo apresentado na arte é voltado para a cultura celta. Talvez como em vários registros o problema aqui seja a duração do mesmo. São um pouco mais de 34 minutos apenas de música dispostos em sete faixas.


Já que tocamos no assunto, vamos lá, as faixas são: Nemed’s Wake, Rise Of Lugh, In The Halls Of Nuada, A Warning To Balor, Riders Of The Fomor, The Sons Of Tuireann And The Blood Fine, The Wavesweeper.


Todas as faixas apresentam a mesma sonoridade, isto pode ser chato para alguns ouvintes, mas como o registro é curto, pelo menos da minha parte não ouvi nenhum problema.


O registro é bem gravado e os instrumentos estão na dosagem certa ou seria celta? Desculpem o trocadilho infame, não agüentei.


Enfim, a Irlanda se redime por nos ter dado o U2 huahuahuahua, nada pessoal.


Já ia me esquecendo este trabalho dos irlandeses do Celtachor pode ser baixado no Myspace da banda, baixe, comente e se vicie: http://www.myspace.com/celtachor


sábado, 27 de novembro de 2010

Arghh! - 2010





Yes, nós temos thrashers. Mais uma banda de Thrash Metal oriun
da do Rio de Janeiro, desta vez falamos do Thrashera e seu single Arghh!

O novo single antecede o lançamento da demo intitulada “Speed Sex’n’roll”.

O Thrashera é um trio composto por Surtur Impurus (Drums), MadCrusher (Guitars) e Chakal (Vocals), neste registro tem-se a participação especial de Glauco Ricardo da banda Terrorstorm.

Com influências como Motorhead, Toxic Holocaust, Armagedom, Discharge, Disrupt, Exciter, Exploited, Dorsal Atlântica, MX, Flagelador, Sodomizer, Farscape, Desaster, Barbatos (JP), Bathory, Apokalyptic Raids o trio carioca destrói em Arghh!

O registro possui três músicas e é distribuído em CD-R em uma capa xerocada, o que não é ruim, pois nos remete aos tempos em que as demos eram gravadas em fitas cassete e passadas de um para o outro, bons tempos.

Antes de falarmos do som, devo dizer que o trabalho da Metal Reunion em apoiar as bandas do underground nacional é digno de mérito. Para saber mais sobre os caras é só acessar o site http://metalreunionzine.blogspot.com para ver do que estamos falando.

Voltando a Arghh!, talvez o único problema dele seja apenas a curta duração das gravações passando um pouco dos dez minutos. O som apresentado pelo Thrashera é um Thrash Metal de atitude, um som seco e forte como os primeiros registros da Bay Area.

O single se inicia com Nuclear Desaster que começa com um riff de guitarra grudento e forte marcação da bateria, os vocais agressivos de Chakal são um detalhe a parte.

Essence Of Evil vem na seqüência com Surtus Impurus mostrando peso e velocidade em suas batidas, porrada certeira, a banda mantém o ritmo e arregaça mais uma vez.

Para fechar o registro, o Thrashera vem com Strike Of The Bitch (Crude Version), mantendo a qualidade e a linha sonora das outras duas músicas, um som para bangear e tomar muitas cervejas, com certeza será um dos pontos altos dos shows.

Cassete francês.

O Thrashera está trilhando um excelente caminho se considerarmos que a banda tem pouco tempo de estrada, a qualidade da banda é tão aparente que a Demo “Speed Sex’n’roll” ganhou uma versão em cassete lançada pela Ortsid Latem Prods na França.

Não deixem de conferir o som desta promessa do Thrash carioca, para se inteirar mais sobre o trabalho da banda vocês podem acessar http://www.myspace.com/thrashera666 , com certeza não se arrependerão.

Longa vida ao Thrashera. Confira!!!

A Banda, MadCrusher, Surtur Impurus, Chakal.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

H.U.C. - 2010


Vamos lá senhoras e senhores, hora de falarmos de mais uma nova banda do cenário nacional, vamos falar hoje do single H.U.C. da banda Maestrick radicada em São José do Rio Preto em SP.

As informações sobre a banda são meio escassas, por isso o post vai ser curtinho, sendo assim aguardem porque brevemente teremos uma entrevista com os caras e aí vocês saberão de tudo. O que sabemos é que a banda foi formada em 2004 e conta com os músicos Fábio Caldeira (Vocals e Piano), Renato "Montanha" Somera (Bass), Danilo Augusto (Guitars), Maurício Figueiredo (Guitars) e Heitor Matos (Drums).

O Maestrick tem uma proposta inovadora trazendo a idéia de unir a música a outras manifestações artísticas como pintura, dança, teatro, literatura e outras. Com certeza um grande passo não só para a cena metálica mas como também para a histórica da música brasileira.

Isso faz com que o som da banda se torne único, a mistura de vários instrumentos e ritmos pode não soar inovador mas com certeza é diferente de todas as outras bandas que você ouviu, é claro, você pode se lembrar de algum nome assim como aconteceu comigo, mas logo perceberá que a sonoridade do Maestrick é algo único.

Bem, chega de blá, blá, blá e vamos ouvir o som.

O single se inicia com a faixa título H.U.C. e logo vemos a veia progressiva da banda, uma bateria forte, bons riffs, vocalizações de bom gosto, teclados bem encaixados no contexto musical, notei algumas influências como Dream Theater, Angra e Aquaria em algumas passagens, mas não passam de lembranças, pois o Maestrick tem muita personalidade em seu som, muito boa essa música.

Aquarela, de início mais melódico do que sua antecessora, mas mantendo toda a progressividade que a banda exerce, algumas variações e mais uma belíssima composição, em alguns momentos lembrei até do Queen, o vocalista Fábio Caldeira tem um ótimo alcance vocal.

Em resumo, espero ouvir o full lenght em breve. A banda tem uma proposta inovadora em se tratando de Heavy Metal no Brasil capaz de obter fãs dentro dos mais variados estilos, sem dúvida uma grande surpresa no cenário.

Que venha o debut e vida longa ao Maestrick. Para baixar o single músicas aqui citadas acessem o site da banda www.maestrick.com ou http://www.myspace.com/maestrick e www.maestrick.com e no canal oficial da banda no Youtube o http://www.youtube.com/maestrickofficial vocês podem conferir também os membros da banda falando um pouco sobre o debut “Unpuzzle!”.

Confira !!!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Hate Evolution - 2010


Antes de falarmos da Demo “Hate Evolution” do Cursed Slaughter, vamos a um pouco de história. O Cursed Slaughter nasceu do falecimento da banda cover do Slayer, Hellsoul. Desta banda primorosa saíram os músicos Rodrigo Silva (Drums), Ricardo Silva (Guitars) acrescidos dos até então novatos na banda Dan Pacheco (Vocals) e Edgar Barros (Bass).


Cansados das apresentações covers, Rodrigo e Ricardo começam a compor material próprio fazendo com que surgisse assim a Cursed Slaughter. Munidos de duas músicas próprias além dos covers da banda, o Cursed Slaughter começa a se apresentar pelo underground paulista.


Logo em seguida a estréia, a banda sofre uma baixa com Edgar Barros saindo da banda. O posto é assumido em algumas ocasiões por William “Deathraiser” que atuou como guitarrista também da Hellsoul.


Mesmo com o cargo de baixista sendo ocupado provisoriamente, a criação de músicas não para e o processo embrionário para a demo “Hate Evolution” se inicia.


Em pouco tempo o Cursed Slaughter entra em estúdio para a gravação de sua primeira Demo, a já citada, “Hate Evolution”, com a produção e mixagem a cargo de Caio Schimid. Após o lançamento da Demo, Fernando Millan assume o cargo de baixista de forma interina.


A sonoridade da banda se baseia na junção do Thrash Metal e o Crossover. As influências são ouvidas em diversos momentos, nomes como Slayer, Testament e Pantera são facilmente associados ao som da Cursed Slaughter.


Com agressividade, melodia e um toque bem próprio a banda faz um som contagiante e não repetitivo que faz o ouvinte querer agitar a todo instante. “Hate Evolution” é composta por quatro músicas que vamos dilacerar agora nas próximas linhas.


O link para fazer o download do material se encontrará no fim da resenha, o pacote conta com as quatro canções apenas, talvez o único pecado cometido por essa talentosa banda tenha sido o fato de não incluírem o material de um encarte aqui.


O material se inicia com a faixa Cursed Slaughter, uma faixa matadora que mostra toda a voracidade da banda, o batera Rodrigo é um animal e parece que vai destruir a bateria a qualquer instante, os backing vocals fazem um contraponto bem legal com os vocais de Dan.


A faixa seguinte Hell Is Here começa menos agressiva, mas esbanja bom gosto nos riffs de guitarra, Thrash Metal fudido, amigos preparem-se para as rodas se abrindo nos shows, mais uma faixa contagiante.


Rot In The Cross é cadenciada deixando um clima de mistério sobre o que ainda está por vir sendo quebrada por um grito de Dan, matador, a faixa se torna mais rápida e a porrada recomeça.


Fechando o material, Silent Storm vem com muita atitude mantendo o peso e a qualidade do material aqui apresentado, um pouco mais crua do que as anteriores mas ainda assim uma grande música.


Um dos fatos que impressionam é que a banda é muito nova e já apresenta um nível de produção e composição muito altos, se eles tiverem espaço, com certeza irão decolar no underground e alçar vôos muito mais altos aqui e no exterior.


Realmente uma grata surpresa e uma grande promessa na cena metálica nacional, para quem quiser baixar a demo e conferir o que eu disse é só acessar http://www.mediafire.com/?99g3d4q558was0l e para saber as novidades sobre a banda o Myspace oficial deles: http://www.myspace.com/cursedslaughter .


Não deixem de conferir. Confira !!!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Demo(Niac) - 2010




Como anunciado anteriormente aqui no www.riometal.blogspot.com , os mineiros do Hocnis lançam seu single intitulado Demo(Niac). O single precede o aguardado debut que deverá se chamar “ Against All”.

Esse também é o primeiro registro da banda com o novo vocalista, Carlos Moonchild, além de trazer Igor Podrão (Guitars), Canabrava (Bass) e Luiz Toledo (Drums) e a participação especial de Anderson Guerrilheiro (Holocausto) na faixa Pigs Of Hell.

O registro foi gravado e mixado por Marcelo Roffer do Pathologic Noise.

O single contém três faixas todas de autoria da banda e que estavam presentes na primeira demo chamada apenas de Demo 2008 que tinha como ponto negativo apenas a alteração de volume entre as faixas.

Sanado este problema e com garra revigorada, as músicas nesta nova gravação ganharam mais qualidade e força. Carlos sem dúvida é uma grata revelação vocal no Brasil.

O que temos neste registro é um Thrash Metal “old school” com muita garra e vontade, simplesmente impossível ficar parado ao ouvir faixas Hate In Your Eyes, Pigs Of Hell e Insane Vision. Dores musculares e torcicolos serão uma constante ao ouvinte.

Para o Hocnis este single é a confirmação de seu nome no cenário nacional e esperamos que internacional, com certeza o debut será a consolidação definitiva da banda e o esperamos para breve.

Corram e baixem o álbum no link http://www.2shared.com/file/GitfH9ry/Hocnis-Demo_niac__single.html e confirmem o que eu digo.

Para saber mais sobre a banda e fazer contato acessem www.myspace.com/hocnis, www.youtube.com/hocnisvideos, ou mandem e-mail para
hocnisthrash@gmail.com
Longa vida aos mineiros do Hocnis.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Go Off! - 1988


Depois de passado um ano do espetacular álbum Speed Metal Symphony, os guitarristas Marty Friedman e Jason Becker lançam em 1988 o segundo e último registro do Cacophony, o álbum intitulado Go Off!.


Desta vez, Friedman deixou o baixo por conta de Jimmy O’Shea além de contar novamente com Peter Marrino (Vocals) e Kenny Stravopoulos (Drums).


A arte da capa constitui na foto dos dois guitarristas vestidos de um jeito mais Hard Rock do que o primeiro álbum dentro de jaulas, a idéia é até meio interessante pra época, no interior do encarte as letras das músicas e na parte de trás do registro, uma foto de toda a banda.


Algumas curiosidades deste registro é que se tem relatos de que Deen Castronovo foi o baterista que gravou o álbum mesmo tendo Stravopoulos na foto e nos créditos, outra curiosidade é a foto de Dan Bryant como vocalista ao invés de Peter Marrino.


Mesmo mantendo as características que os consagraram no primeiro álbum, Go Off! não conseguiu o mesmo impacto de seu antecessor, se tornando um fiasco em vendas, depois da turnê deste registro, Friedman foi tocar na banda de Dave Mustaine, o Megadeth e Jason Becker foi substituir Steve Vai na banda de David Lee Roth.


A maior diferença notada entre os dois álbuns é o fato de que em Go Off! As músicas ganharam uma atenção maior, não deixando de lado a virtuosidade e a técnica dos guitarristas.


O álbum se inicia com X-Ray Eyes, uma música agitada, pesada e grudenta, perfeita para se abrir o álbum, nota-se de cara a preocupação com a música como um todo não esquecendo da virtuose das guitarras. A segunda é E.S.P. uma música que começa lenta com um riff bem marcante e que depois ganha o peso habitual da banda, a voz de Marrino soa muito boa para o estilo adotado.


A próxima do Track List é Stranger mantendo o nível do registro, um Hard Rock oitentista bem característico seguido pela faixa título Go Off!, uma música instrumental melódica e gostosa de se ouvir com guitarras nos moldes dos discos solos de guitarristas como Joe Satriani e Steve Vai, uma excelente composição.


Black Cat segue numa linha instrumental melódica aliada ao vocal rouco de Marrino. Sword Of The Warrior retoma o Hard n’ Heavy devolvendo a empolgação ao álbum, mais um solo memorável. Floating World é a penúltima do registro e apresenta um vocal quase falado com as melodias ainda em alta.


Fechando o álbum temos Images. Uma composição instrumental belíssima que fecha com chave de ouro o registro.


Como citado antes, a banda se desfez e Marty Friedman foi fazer sucesso e carreira com o Megadeth, Jason Becker foi para a banda de David Lee Roth, mas o futuro não foi tão grato a ele. Becker descobriu durante as gravações do álbum A Little Ain't Enough que tinha a Doença de Lou Gehrig, também conhecida como Esclerose Lateral Amiotrófica, em outras palavras é uma doença degenerativa e incapacitante, ainda sem cura.


Hoje, Becker se comunica e ainda compoe através de um programa de computador, que lê os movimentos de seu globo ocular, seu cérebro continua ativo e apesar do ocorrido Jeff mantém o bom humor e a esperança na vida se tornando um exemplo não só de um grande músico como também de um grande ser humano.


Assim como o álbum anterior, achar uma cópia de Go Off! é meio difícil no mercado nacional, sugiro os sebos e as lojas virtuais do exterior para desembolsar um pouco menos de grana. Além disso para os mais aficcionados existem versões onde o título álbum se encontra na cor amarela e outra versão onde o título se encontra na cor azul.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Speed Metal Symphony - 1987


Em 1987 era lançado o primeiro registro de uma das mais brilhantes parcerias guitarrísticas que o Heavy Metal presenciou, falamos do lançamento de Speed Metal Symphony, primeiro álbum do Cacophony, banda capitaneada pelos guitarristas Marty Friedman e Jason Becker.

A banda se consagrou com a técnica e virtuose aplicada as músicas, por uma infelicidade qualquer, a banda só lançou dois álbuns, Speed Metal Symphony e Go Off !

Voltemos a falar de Speed Metal Symphony. A capa e a contra capa trazem as fotos dos dois guitarristas em meio a um plano de fundo contendo uma espiral de fogo, no interior do encarte encontramos apenas as letras das músicas.

Neste registro, Friedman também tocou Baixo e contaram com Peter Marrino nos vocais e Atma Anur na bateria. Lembramos também que Becker possuía apenas 17 anos na época da gravação deste álbum se tornando um dos nomes mais prodigiosos de seu instrumento.

A música que abre o álbum é Savage e conta com quase seis minutos de técnica e empolgação, a música é grudenta e cativante fazendo com que o ouvinte queira cantar junto “Savage, I,m Savage, OOOO, In The Night”, um excelente Hard n’ Heavy. O álbum segue com Where My Fortune Lies começa com a guitarra pegando fogo e depois embala numa sonoridade mais pesada do que a primeira música, mas não menos técnica.

The Ninja é a terceira e um dos clássicos lembrados até hoje prlos fãs desta banda, The Ninja traz inicialmente um riff bem melódico e cativante que ganha peso gradativamente, técnica sem perder o rumo ou soar chata, em seguida temos a primeira de duas faixas instrumentais presentes no álbum, falamos de Concerto, faixa de um pouco mais de quatro minutos e esbanja virtuose.

O registro segue com Burn the Ground que é a mais pesada do álbum fazendo com que os fãs batam cabeça, Desert Island é rápida e precisa e precede a última canção do álbum Spped Metal Symphony, a outra faixa instrumental, que fecha com primazia o registro.

Speed Metal Symphony é um álbum excelente que traz uma sonoridade a frente de seu tempo e que esbanja virtuose e técnica. As músicas são muito bacanas e mesclam bem o Hard Rock com o Heavy Metal. O álbum é meio ingrato de se conseguir, vindo a custar um pouco de grana aos fãs, mas que compensa o esforço de se achar e a quantia a ser paga quando se ouve.

Dou como sugestão procurar em lojas físicas e não as virtuais, a não ser que o álbum esteja realmente barato e em bom estado de conservação. Frente a frente com o vendedor podemos barganhar e ver o estado real do álbum, procure em sebos de discos e fuce, mas fuce mesmo, pois além deste você pode conseguir algo bem bacana para sua coleção a um preço justo.