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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rock in Rio - 02/10/2011

Como não podia deixar de ser, fomos acompanhar o último dia da quarta edição do Rock In Rio no Brasil, em uma noite que prometia grandes shows. Como na resenha do dia 25, falarei um pouquinho sobre os principais shows que passaram por lá.

Chegamos ao festival no fim da tarde para curtir as atrações que passariam pelo palco mundo. A programação do último dia fora alterada devido ao sumiço do vocalista do Guns´n´roses Axl Rose. Aí, ressalto uma pequena falha da organização, já que os que chegaram cedo ao festival não foram avisados de tal mudança, ficando um pouco perdidos na ordem e horários dos shows dos palcos Mundo e Sunset.

As 18:50h começavam os trabalhos no palco principal do festival. Tico Santa Cruz comandou o Detonautas Rock Clube e trouxe para o Rock In Rio o melhor da banda, que também conta com CléstonDJ e percussão, Tchello – baixo, Renato Rocha – guitarra, Fábio Brasil – bateria e Philippe – guitarra e vocal de apoio. Com frases de efeito e uma mensagem politizada, os Detonautas fizeram um bom show e agitaram a galera com homenagens a grandes bandas, como Queen, Nirvana e Raul Seixas. A banda também não deixou de tocar seus maiores sucessos que foram muito bem recebidos e cantados em alto e bom som pelo público.

Depois do Detonautas, era a vez de outra banda brazuca subir ao palco. Pitty e sua competente banda, formada por Martin Mendonça – guitarra e vocal de apoio, Joe – baixo e vocal de apoio, Duda Machado – bateria e Brunno Cunha – teclados, levantaram ainda mais a multidão. Num show recheado de sucessos, mesmo aqueles que não são fãs do trabalho da rockeira baiana cantaram e pularam ao som dos seus maiores hits. Um dos pontos altos do show, já no final, foi a homenagem aos recém completados 20 anos do álbum Nevermind do Nirvana, com a banda tocando um pedacinho de Smells Like a Teen Spirit, clássico de uma geração. Mais um show muito bom para encerrar a participação de bandas brasileiras no palco principal do Rock In Rio. Cabe destacar aqui, que, em geral, as bandas nacionais que passaram pelo palco Mundo foram muito bem recebidas e fizeram excelentes shows.

Antes de passarmos para os shows internacionais da noite, por uma mudança no cronograma do festival, os Titãs de Branco Mello – vocal e baixo, Paulo Miklos – vocal e guitarra, Sérgio Britto – vocal, teclado e baixo, Tony Bellotto – guitarra e Mario Fabre – bateria, que já haviam tocado no festival no palco Mundo, subiram ao palco Sunset com a banda portuguesa Xutos e Pontapés formado por Zé Pedro – guitarra ritmo, Kalú – bateria, Tim – baixo e voz, João Cabeleira – guitarra solo e Gui – saxofone. E este foi mais um showzão, mostrando a força e potência do rock nacional. Valeu a pena enfrentar a multidão e chegar ao palco Sunset para acompanhar a apresentação, que contou com hits das duas bandas muito bem tocados.

Agora, já era hora de começarmos a ver as principais atrações da noite. A primeira banda gringa a subir ao palco foi o Evanescence formado por Amy Lee – vocal, piano, teclado, Terry Balsamo – guitarra, Tim McCord – baixo, Will Hunt – bateria e Troy McLawhorn – guitarra.. O show começou quente, a banda mandou logo no início o hit Going Under e agitou o Rock In Rio. Porém, no decorrer do show a grande quantidade de músicas do novo álbum, ainda não lançado, somada a apresentação discreta de Amy Lee e Cia fizeram o show do Evanescence um show morno que só agradou aqueles q vieram exclusivamente para vê-los. Tanto é que no fim do show a platéia já esboçava irritação pedindo a entrada do System of a Down. Os pontos altos deste show foram os sucessos do disco de estréia da banda, Fallen de 2003.

O fim do show do Evanescence foi o êxtase para o grande público que esperava pelo System of a Down. Foi a primeira passagem da banda pelo Brasil e os fãs estavam loucos para assistir o que viria a ser o melhor show da noite. A banda formada por, Daron Malakian – guitarra e vocais, Serj Tankian – vocais, teclados e guitarra, Shavo Odadjian – baixo e John Dolmayan – bateria e percussão, subiu ao palco as 23:20h fazendo os 100.000 presentes pirarem. O SOAD não decepcionou e fez uma apresentação matadora na Cidade do Rock! Com os fãs empolgados do início ao fim do show, recheado de grandes clássicos, a banda deu uma aula de Rock’n’roll e atitude pra ninguém botar defeito. Nem a chuva fina que já começava a cair atrapalhou a curtição da banda e da galera que cantou do início ao fim.

Ao fim do grande show do SOAD, restava ao público esperar. Todos já sabiam que Axl Rose, a estrela da noite, iria atrasar pelo menos 1h para entrar no palco. A chuva, porém, aumentava e o público já dava sinal de cansaço lá pra 1:30h da manhã. Chegou-se até a ouvir algumas vaias de pequenos grupos devido ao grande atraso do Guns’n’Roses e uma boa parcela do público já ia embora da Cidade do Rock sem assití-los. O show, marcado oficialmente para 1:10h só foi começar depois de 2:40h da manhã.

Por fim, para encerrar o festival, eis que surge no palco mundo o Guns’n’Roses, formado por, Axl Rose – Vocal, Dizzy Reed – teclados, Tommy Stinson – Baixo, Chris Pitman – teclados e backing vocal, Richard Fortus – Guitarra, RonBumblefootThal – Guitarra solo, Frank Ferrer – Bateria e DJ Ashba – Guitarra, ainda sob forte chuva. O set divulgado para a imprensa com 35 músicas foi “alterado” para um de apenas 21 em ordem totalmente diferente. Com um Axl Rose visivelmente fora de forma a banda fez uma apresentação burocrática, porém recheada com todos os clássicos que a galera queria ouvir. Foi um show para os fãs matarem as saudades dos grandes sucessos da banda encerrando um grande e excelente festival. Dizer que não valeu à pena assistir ao show, mesmo debaixo de um temporal, seria exagero, mas sem dúvida o grande show da noite foi o do System of a Down.

Pode-se dizer que os shows do dia 02 de outubro fecharam o festival com chave de ouro. O Rio de Janeiro agradece por ter recebido um festival maravilhoso, com grandes estrelas da música mundial fazendo shows memoráveis. Que venha o Rock In Rio 2013!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Metallica – 25/09 – Rock In Rio

Estava devendo essa resenha, então, lá vai!

Depois do show do Slipknot, os 100.000 presentes na Cidade do Rock aguardavam apenas a banda americana entrar no palco. Com um pouquinho de atraso, pouco depois de 1h da manhã, eis que começa a soar a introdução The Ecstasy of Gold para euforia geral do Rock In Rio!

O show começou a todo vapor com Creeping Death, clássico do álbum Ride the Lightning seguida de outro clássico For Whom the Bell Tolls já mostrando que a banda formada por, James Hetfield – vocal e guitarra, Lars Ulrich – bateria, Kirk Hammett – guitarra e Robert Trujillo – baixo, não veio ao Rio de Janeiro para fazer feio.

Com o público muito empolgado a banda emenda com mais um grande sucesso: Fuel, do álbum Reload, com direito a labaredas de fogo subindo de todos os lados no palco aquecendo ainda mais a multidão de fãs. E pra quem achava que as músicas antigas seriam esquecidas, vieram Ride The Lightning e Fade to Black. Se o show terminasse ai já teria valido a pena!

Mas ainda havia muito mais do Metallica pela frente. Antes de continuar, James Hetfield agradeceu ao público e ao festival por poder estar tocando no Rock In Rio com bandas tão boas, citando, principalmente, o Motörhead de Lemmy Kilmister. As próximas músicas foram Cyanide e All nightmare long, do último CD Death Magnetic muito bem recebidas pelo público, por sinal. Depois, mais clássicos: Sad But True e Welcome Home (Sanitarium) mostraram que o Metallica está em sua melhor forma, tocando muito e com muita energia.

Depois foi a vez de uma dobradinha de tirar o fôlego: a excelente instrumental Orion abriu caminho para um dos maiores sucessos do Metallica: One. Com fogos de artifício e bombas estourando no palco a música foi cantada do início ao fim por todos os presentes emocionando a Cidade do Rock. Para dar ainda mais emoção ao show, fãs entregaram uma enorme bandeira a James Hetfield que fez um homenagem ao baixista Cliff Burton que faleceu em 1986.

Depois, mais um grande clássico do metal mundial foi tocado. Master of Puppets fez a galera enlouquecer e foi seguida por mais uma canção matadora, Blackened. Depois, foi a vez de Robert Trujillo fazer seu solo de baixo, fazendo a cidade do rock literalmente tremer, emendado pelo solo de guitarra de Kirk Hammet que mostrou toda sua competência tocando trechos de músicas brasileiras.

Em seguida, viria a música mais cantada da noite: Nothing Else Matters. A balada foi um dos pontos mais altos do show e contou com um belo coro da platéia. Pra fechar a primeira parte do show, nada mais nada menos que Enter Sandman para tirar a galera do chão.

O Metallica sai do palco e, sem nenhum sinal de cansaço, o público pede bis. E eles voltam com um cover do Diamond Head, Am I evil?, muito bem recebido pela galera. Pra quem ainda queria clássicos, a banda emendou com Whiplash fazendo os fãs irem ao delírio outra vez. A banda anuncia o fim do show outra vez, e o público, ainda enloquecido, pede Seek and Destroy sem parar e é atendido. O clássico do primeiro álbum da banda fecha com chave de ouro o dia do metal do Rock In Rio 2011.

Em um show sensacional o Metallica comandou com muita competência uma multidão de fãs enlouquecidos na Cidade do Rock mostrando porque tem uma legião de fãs no mundo todo. Uma noite memorável que foi fechada com chave de ouro.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Show Brazilian Maiden 24/09/2011 - Calabouço, RJ


Para quem não irá curtir o Rock In Rio, e é fã do Iron Maiden, uma boa pedida é ir sábado ao Calabouço, Tijuca - RJ, assistir ao show da Brazilian Maiden. A banda fará um show de 3 horas de duração e irá tocar o álbum Seventh Son Of A Seventh Son na íntegra!

Novidades da banda em sua página no Facebook.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Show, Judas Priest 11-09-2011 Citibank Hall RJ

Dia 11 de setembro era dia de ir ao Citibank Hall, Barra da Tijuca – RJ assistir ao tão esperando show do Judas Priest, ainda mais por se tratar da Epitath World Tour, que segundo a banda será a última turnê à nível internacional.

Uma noite com tempo ruim, chuvoso, e ao chegar ao Citibank Hall, ainda nos deparamos com uma fila imensa pra comprar ingresso! Foram longas 2 horas de espera, que resultou na entrada, somente no fim do show do Whitesnake.

Uma fila extremamente lenta . Provavelmente a casa de shows não apostava num movimento tão grande no dia do evento. Outro ponto negativo foi o horário do show: 21:30hrs. Isso não é hora de realizar um show em um domingo, ainda mais na Barra da Tijuca que é um lugar extremamente difícil para chegar e mais ainda para ir embora, pois, se no meio de semana não há ônibus, imagine então num domingo de madrugada ?!

Bom, vamos ao show do Priest!

Um pano cobre todo o palco, com a marca da Epitath World Tour. Rola nos PA’s a intro “Batlle Hym”e a banda entra a toda no palco com “Rapid Fire”!



“Metal Gods” um dos hinos da banda veio em seguida pra trazer o público para a banda!

“Heading Out to the Highway” foi mais um dos clássicos tocados e “Judas Rising” trouxe o álbum “Angel Of Retribution”, o 1º lançamento após a volta de Rob Halford retornar à banda, ao show!

Uma pausa e Halford conversa com o público. Ele diz que a banda preparou muitas coisas especiais para o setlist dessa tour, fariam uma visita à cada álbum lançado e naquele momento, viria uma especial do álbum “Sin After Sin”. Era então tocada “Starbreaker”!

Do álbum “Sad Wings Of Destiny” veio a clássica “Victim Of Changes” e do album “Rocka Rolla” veio “NeverSatisfied”.

Vale uma breve pausa para salientar a excelente produção de palco dessa tour! Um palco bonito, que hora lançava labaredas, fazía cruzar lasers por cima do público, o que deixou o espetáculo ainda melhor !!!

Halford anuncia um cover de Joan Baez, e claro, só poderia ser a belíssima “Diamons & Rust” que nas turnês anteriores foram executadas de forma acústica e nessa tour vem sendo tocada numa versão bem interessante: Inicia de forma acústica e depois do primeiro refrão, é tocada como na regravação feita pela banda no álbum “Sin After Sin”.

A capa do álbum “Nostradamus” surge ao fundo do palco, enquanto “Dawn Of Creation” é tocada. A banda volta ao palco e começa “Prophecy” com Halford aparecendo vestido como Nostradamus. O ponto teatral do show que contou com ótima performance do vocalista. Uma ótima escolha pra representar o álbum!


Do álbum “Painkiller” vem mais um petardo: “Night Crawler”! A banda passa ainda pelo clássico “Turbo Lover”, a excelente “Beyond The Realms of Death”,”The Sentinel” do álbum “Defenders Of The Faith” e “Blood Red Skies” do álbum ”Ram It Down”. “The Green Manalishi (With The Two Pronged Crown)”, cover de Fleetwood Mac, foi mais um cover executado e que sejamos sinceros, se tornou um clássico do Judas e não fica ausente dos setlists!

Outro ponto alto do show foram as animações no fundo do palco. Hora remetendo a própria música, como um videoclipe, ou remetendo ao álbum a qual a música pertencia! Certamente, um grande acerto da produção da banda!

Halford convida a platéia a cantar em uníssono “Breaking The Law”, sem qualquer intervenção do mesmo. Com certeza, um dos hinos do Heavy Metal! Os fãs cantaram a música dando seu máximo! Um lindo momento!

Scott Travis começa um pequeno solo e logo emenda a matadora “Painkiller” !!! O maior clássico da banda! Todos os fãs foram à loucura nesse momento!



Um olho surge no fundo do palco, é iniciada nos PA’s a introdução “The Hellion” e todos já sabiam o que viria pela frente: “Eletric Eye”.



Hora de ligar o motor, e Halford surge no palco com sua bela moto, e é iniciada “Hell Bent For Leather”!


“You’ve Got Another Thing Comin’ “ já anunciava que o show já estava perto do fim.E para fechar com chave de ouro, Rob Halford aparece no palco, enrolado numa bandeira do Brasil para cantar “Living After Midnight”!

A banda fez uma excelente apresentação, com toda certeza, um dos melhores shows de 2011. A entrada de Ritchie Faulkner na banda foi muito acertada. O garoto deu um gás na banda, e toca muito bem todas as músicas!

Ian Hill, Scott Travis e Glenn Tipton são a cozinha da banda, sem eles a banda não é nada! Excelentes no palco! E Rob Halford contraría aqueles que dizem que o “velinho” não canta mais. Cantou muito bem o tempo todo, se movimentou pelo palco e mostrou que a idade não atrapalha em sua performance!

Setlist:
Intro: Battle Hym
Rapid Fire Metal Gods
Heading Out to the Highway
Judas Rising
Starbreaker
Victim of Changes
Never Satisfied
Diamonds & Rust (Joan Baez cover)
Dawn Of Creation/Prophecy
Night Crawler
Turbo Lover
Beyond the Realms of Death
The Sentinel
Blood Red Skies
The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown)(Fleetwood Mac cover)
Breaking the Law
Painkiller
The Hellion/Electric Eye
Hell Bent for Leather
You've Got Another Thing Comin'
Living After Midnight

Fotos: Renato Antonian
Vídeos retirados do youtube: rodrigodhlin

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Show, Blind Guardian - 04-09-2011 (RJ)



Mais uma vez, felicidade pra uns, falta de sorte para outros. Depois do cancelamento de duas datas na América do Sul, Uruguai e Peru para sermos mais precisos, o Rio de Janeiro acabou contemplado com um show do Blind Guardian.


Os alemães eram esperados com euforia pelos cariocas depois da morna apresentação realizada em 2007 na turnê do álbum A Twist In The Myth . Desta vez, apresentando seu novo trabalho, At The Edge Of Time.


A banda formada por Hansi Kürsh (Vocals), André Olbrich (Guitars), Marcus Siepen (Guitars), Frederik Ehmke (Drums)contando com o tecladista Michael Schüren e o baixista Oliver Holzwarth de apoio, chegou na Fundição Progresso por volta das 19:30hs. A esta hora, a fila para entrar na casa estava grande e muitos fãs perambulavam pelos arredores locais.





Hansi A Frente do Blind Guardian.


Com um pouco de atraso, os portões se abriram um pouco após as 20:00hs, os fãs adentraram a casa de maneira ordeira. Sem banda de abertura e por volta das 22:hs a introdução é iniciada nos PAs, diferentemente da ausência de qualquer material de palco de 2007, desta vez, tivemos um pano de fundo por detrás da bateria com a belíssima capa do novo álbum.


Com o término da introdução, o Blind Guardian sobe ao palco e é recebido em uníssono pela casa quase cheia, realmente o Blind Guardian desfruta de bons fãs no Rio de Janeiro, visto que foi talvez o melhor público de uma banda em apresentação indoor este ano.


O show se iniciou com Sacred Worlds, música do novo álbum e que foi muito bem recebida pelos fãs. Na seqüencia os alemães executam dois clássicos de sua carreira de 25 anos, Welcome To Dying e Nightfall, cantadas por todos os presentes.




Blind Guardian.


Depois deste início o clima já era de festa e êxtase, Hansi e companhia tinham o público nas mãos. A seguinte foi Fly, música com tons árabes presente em A Twist In The Myth, a única deste álbum a ser tocada no show.


O Blind Guardian sempre foi famoso por fazer músicas baseadas nas obras de J. R. R. Tolkien e o vocalista Hansi Kürsh fez questão de explicar as passagens de seus contos que serviram de inspiração para as músicas, com isso, mais clássicos foram entoados, Time Stands Still (At The Iron Hill), Traveler In Time, Mordred’s Song seguida da nova e empolgante Tanelorn (Into The Void).



Marcus Siepen.



A banda estava empolgada e sua movimentação no palco era intensa, a energia do público era retribuída da mesma forma pela banda o que deixou um clima especial durante o show, os sorrisos dos fãs e da banda eram evidências disto, o baixista Oliver Holzwarth, se mostrava impressionado.


Mas o show ainda não tinha acabado e a cadenciada Lord Of The Rings fez uma base perfeita para que todos fossem levados ao Paraíso, sendo assim, Valhalla é a próxima do set, sendo cantada por todos e levada pelo público por mais tempo que o normal, a Fundição Progresso inteira se uniu em uma única voz: “…Valhalla – Deliverance, Why’ve you ever forgotten me?…”


Fechando o set regular mais uma clássica, Imaginations From The Other Side, a galera ia ao delírio, ao término da execução vários gritos por Majesty e I’m Alive eram ouvidos.


Frederik Ehmke.


A banda retorna como esperado e mais uma das novas é executada, Whell Of Time, o novo álbum parece ter agradado em cheio ao público, seguindo com o programa, a balada eterna do Blind Guardian, The Bard’s Song – In The Forest, celulares e isqueiros (deram uma volta bonita nos seguranças) foram empunhados e deram aquele ar de romantismo a música.


Mas uma banda de Heavy Metal da Alemanha que se preze não poderia terminar o show com uma balada e a pesada Mirror Mirror fez o fechamento da apresentação.


Enquanto a banda se despedia, os gritos por Majesty do álbum do álbum Battalions Of Fear, primeiro álbum da banda lançado em 1988, tornou-se absurdo e a banda não teve escolha, voltaram para a execução da mesma. O público que estava ordeiro e extasiado foi a loucura e o Blind Guardian, exorcizava de vez os maus comentários e a meia má impressão de 2007.


Com certeza todos saíram satisfeitos na noite de domingo, público, banda e produtores. Uma verdadeira celebração aos bardos alemães.




André Olbrich Com Oliver Holzwarth Ao Fundo.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Show Angra - Angra Moto Fest - Angra dos Reis 20/08/2011


Em um fim de semana chuvoso, a equipe do Rio Metal foi à costa verde do Estado do Rio de Janeiro para cobrir o Angra Moto Fest, na cidade de Angra dos Reis. O evento começou na sexta feira a noite e se estendeu até o fim da tarde de domingo. Chegamos apenas na noite de sábado, para conferir a grande atração do festival, a banda Angra.


O evento ocorreu na Praia do Anil e o show do Angra estava marcado para 23h, mas antes deles algumas bandas iriam se apresentar. Por volta de 22h, quando chegamos ao evento, com muita chuva, entrava no palco a banda Creedence Cover tocando, obviamente, músicas do Creedence Clearwater Revival, muito bem executadas e com uma qualidade de som excelente.



Por lá também havia uma estrutura muito legal com uma pequena área de alimentação e uma área para expositores, vendendo artigos de todos os tipos para motociclistas. O clima era muito bom, e, apesar da chuva, motociclistas de variados motoclubes compareceram ao evento, que contou com ótimo público.


Perto de 0h, o Angra é anunciado e começa a soar a introdução Viderunt Te Aquae, primeira faixa do último cd da banda, Aqua. A banda então entra no palco com Arising Thunder, também deste cd. O guitarrista Kiko Loureiro não estava presente no show por motivos particulares, como já havia sido anunciado, e em seu lugar estava o excelente guitarrista das bandas Almah e Khalice, Marcelo Barbosa.




A banda, formada por Edu Falaschi (voz), Rafael Bittencourt (Guitarra), Felipe Andreoli (Baixo), Ricardo Confessori (Bateria) e Marcelo Barbosa (Guitarra - substituindo Kiko Loureiro) entrou no palco com muita empolgação, porém o som deixou muito a desejar, infelizmente. Para descontrair e brincar um pouco com o público, o vocalista Edu Falaschi mencionou a curiosa coincidência de termos a banda Angra tocando em Angra e apresentando o álbum Aqua debaixo de forte chuva.




O show seguiu com Angels Cry, do primeiro disco da banda, e Waiting Silence, do cd Temple of Shadows empolgando a galera. Destaque para Marcelo Barbosa, tocando com muita competência e fidelidade as complicadas guitarras de Kiko Loureiro.





Depois, vieram as baladas Heroes of Sand e Lease of Life, ambas muito bem recebidas e cantadas pelo público. Para colocar fogo novamente no show, seguiram Nothing to Say e Lisbon. Depois de uma pequena pausa, a intro Deus le Volt! anunciava a excelente Spread Your Fire. Depois, Rebirth fez todos os presentes cantarem junto com a banda. Pra terminar o curto show com chave de ouro, a intro Unfinished Allegro trazia o já tradicional medley Carry on/ Nova Era.




Tocando músicas de todos os álbuns da banda, o Angra saiu do palco com um set curto, porém muito bem escolhido. Senti falta de uma apresentação "formal" do Marcelo Barbosa para o público, já que muitos ali nunca o tinham visto tocar. Se não fosse pelo som ruim, diria que esta foi uma das melhores apresentações que já vi da banda Angra. O saldo final do evento foi muito positivo, com grandes shows e muita confraternização, que nem o mal tempo conseguiu atrapalhar!


Fotos: Rodrigo Miller e Pedro Mello

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Show, Dreadnox & Lost Forever 21/08/2011 - Teatro Odisséia - RJ


Domingo, dia 21 de agosto de 2011, foi dia do Rio Metal marcar presença no Teatro Odisséia, Centro – RJ, para assistir ao show de 2 bandas conhecidas no cenário Metal carioca: A Dreadnox, voltando depois de 1 década aos palcos, e a Lost Forever. Ambas realizando o lançamento de seus novos álbuns.

Apesar da noite fria, que com certeza não combina com os cariocas, muitos marcaram presença no evento, que teve seu início próximo às 21hrs. O evento foi uma reunião de caras conhecidas do Metal do RJ, sejam fãs ou membros de outras bandas, que foram prestigiar as 2 bandas em questão.

A banda Dreadnox formada por Fábio Schneider (vocal), Dead Montana (baixo), Kiko Dittert (guitarra) e Felipe Curi (bateria) subiu ao palco ao som da faixa de abertura do novo álbum “Dance Of Ignorance”, chamada “Fight With The Light”. De cara uma música muito boa, demonstrando todo potencial da banda.

Em seguida “Echoes Of Midnight” mostrando o perfeito entrosamento entre os membros.

“Survive” que no álbum contou a presença de Renato Tribuzy, dessa vez só o teve como espectador. Um petardo cheio de qualidade! Destaque para o baixista Dead Montana fazendo a segunda voz na música.

Logo após foi a vez de um cover do Metallica: “Blackened”, muito bem executada pela banda.


“Go On”, também do novo álbum, ficou excelente. A música conta com um refrão bem fácil e que fica na cabeça!



Como dito pelo vocalista Fábio Schneider, em seguida viria uma música que dispensa apresentação: “Leper Messiah”, do Metallica.

“Dance Of Ignorance” a faixa título do novo álbum ficou excelente ao vivo. E segundo o vocalista, a banda irá gravar um videoclipe para ela.



“Master Brain” foi a surpresa da noite, vinda do álbum “Divine Act” lançado em 1998, e para fechar o show, tocaram “Bark At The Moon” de Ozzy Osbourne.

Certamente um grande show, que marcou a volta de uma banda importante para o Metal carioca. Muito sucesso à Dreadnox nessa volta!


Sem muita demora, foi a vez da Lost Forever subir ao palco! A banda que conta com James Galvão (vocal), Fabbio Nunes (guitarra), Andre de Lemos (baixo), Andre Tavares (teclado) e Rene Shulte (bateria), abriu o show com “Sheltering The Darkness”, segunda faixa do novo álbum “Rising”.

Em seguida vieram “Aletheia” e “Perfect Machine”. O destaque ficou por conta da música “With Your Own Eyes”, na qual a banda em determinada parte da música, tocou o cover de “Eye Of The Tiger”, um clássico da banda Survivor, imortalizado pelo filme Rocky.

Com o show totalmente focado no novo álbum, a banda tocou “Nexus”, faixa que sería o título do álbum, antes da troca de integrantes.



A banda mostrando todo seu potencial e com o público presente na mão, tocou a faixa “Rising” e fechou as músicas do novo álbum com “One Letter For Vegeance”.

“Lies Behind The Mirror” do álbum “The End Of Beginning” contou com a presença do guitarrista Nelson Magalhães que foi guitarrista da banda no álbum citado e hoje toca na banda Trovattore.



O vocalista James Galvão anuncia “Dead Of Winter”, uma música inédita para presentear os fãs. A primeira que contou com sua parte na composição após sua entrada na banda.


Para fechar o show, foram chamados ao palco Kiko Dittert e Fábio Schneider da banda Dreadnox, para o excelente cover do clássico “Symphony Of Destruction” da banda Megadeth!

Uma noite para não ser esquecida pelos fãs do metal underground carioca. A celebração de 2 novos álbuns e a volta da Dreadnox.


Vale destacar a boa produção do show, o bom som do Teatro Odisséia e o merchan presente, onde era possível encontrar os cds novos e anteriores das bandas. Certamente um ótimo evento, que deveria ser repetido por mais bandas!

Setlist:


Dreadnox

Intro Song Fight With The Light
Echoes At Midnight
Survive
Blackened (Metallica)
Go On Leper Messiah (Metallica)
Dance Of Ignorance
Master Brain
Bark At The Moon (Ozzy Osbourne)


Lost Forever

Intro Sheltering Darkness
Aletheia
Perfect Machine
With You Own Eyes (w/ Eye Of The Tiger)
Nexus
Rising
One Letter For Vegeance
Lies Behind The Mirror (Feat. Nelson Magalhães - Trovattore)
Symphony Of Destruction (Megadeth feat. Fabio & Kiko - Dreadnox)

Crédito: Vídeos retirados do youtube, postados pelo usuário Hellnato10

terça-feira, 5 de julho de 2011

Show,Andre Matos 26-06-2011 - Fundição Progresso, RJ


Dia 26 de junho, domingo, e o Rio Metal foi para a Fundição Progresso,Centro do Rio de Janeiro, assistir a mais uma apresentação de Andre Matos na cidade, menos de um ano após sua última passagem por essas terras.

Na chegada, por volta de umas 16hrs, a fila ainda era pequena no local e nem a fachada da casa apresentava nada indicando o show que ocorreria, show este que estava previsto para as 19hrs e que começou com certo atraso!

A abertura assim como em 2010 ficou por conta da banda Empürios, aqui do Rio de Janeiro, que fez um excelente show. A banda formado por Fernanda Decnop (vocal), Renata Decnop (guitarra), Iury Alonso (guitarra), Luiz Freitag (baixo), Thiago Alves (drums) e Marcio Ceia (teclados) ainda está fazendo a divulgação do debut “Cyclings” à ser lançado até o fim desse ano.

O destaque da banda mais uma vez é o baterista Thiago Alves, que assim como pode ser lido na resenha do show de 2010, demonstra muita maturidade, técnica e talento durante a execução das músicas, o que pode torná-lo um grande baterista do metal nacional em breve!

A banda toda esteve em uma excelente noite. Pena que o som da Fundição Progresso estava ruim em certos momentos e comprometeu o áudio da guitarra de Iury Alonso, que não foi ouvido nos solos que fez.

Logo após o show da Empürios, foi a vez da rápida arrumação do palco para o grande show da noite. Andre Matos!

A Introdução ecoa pela Fundição, a banda sobe no palco e começa com “Leading On”, faixa de abertura do álbum “Mentalize”. A surpresa ficou por conta da presença de Eloy Casagrande na bateria, visto que, outrora, foi anunciado a ausência do mesmo para esse show!


O show seguiu com a faixa “I Will Return”. Como o som dosampler estava baixo, a música ficou bem vazia, fazendo com que fosse sentida a ausência de um tecladista, cargo que era ocupado por Fábio Ribeiro, que agora segue ao lado de Hugo Mariutti na banda Remove Silence.


“Rio” e “Mentalize” deram sequência ao show, conforme o setlist desde o início da tour. Após 4 músicas,era hora da primeira surpresa da noite: “Innocence”, que há muito tempo não era tocada por Andre Matos no Rio de Janeiro. Desde o último show do Shaman na época da Reason tour em fevereiro de 2006, para ser mais preciso.

Em seguida veio “Separate Ways”, um excelente cover do Journey, que foi gravado pela banda no seu cddebut “Time To Be Free”, mas convenhamos que, após 2cds, colocar um cover do Journey é totalmente desnecessário. Há muitas músicas que poderiam substituí-la e abrilhantar o setlist. “Reason” do Shaman foi mais uma surpresa, que também não era ouvida por essas terras há tempos.

“The Myriard” foi executada pela primeira vez aqui no Rio de Janeiro nesse show. Em 2010 ela não fazia parte do setlist e foi uma grata surpresa! Era chegada a hora de relembrar o início de carreira e a banda relembra os tempos de Andre no Viper, e dessa vez Andre Matos escolheu representar a banda com “Prelude to Oblivion” que foi executada brilhantemente e cantada pelos fãs mais antigos e assíduos de Andre.


“Lisbon” como sempre não poderia ficar ausente do setlist, remetendo-nos ao álbum “Fireworks” do Angra. Um momento à parte do show!

Mais uma vez tivemos o privilégio de ver “Holy Land” ao vivo. Um marco na história de Andre Matos. A música que mistura sons típicos brasileiros foi cantada por todos! Com certeza, um momento inesquecível!



Uma pausa e ecoa pela Fundição, “UnfinishedAllegro”. Todos abrem o sorriso e sabem o que vem pela frente: “Carry On”, o hino do Angra, de Andre Matos e arriscaria dizer, do Metal Nacional. Sejam os mais novos, ou os mais antigos, todos cantam a música do início ao fim com toda a energia! Momento único e ápice de qualquer show de Andre.




Para encerrar, a última surpresa da noite: “Pride” ! A mais pesada música feita por Andre no Shaman e talvez em toda sua carreira. Um brilho a mais nesse grande show realizado por ele.

O público na Fundição foi bem razoável, mas bem maior comparado ao público presente ao show de 2010. Como sempre, a receptividade do público à Andre é excelente e a reciprocidade do mesmo foi demais. Todos foram embora felizes após mais um grande show de seu ídolo na Cidade Maravilhosa.

Em agosto Andre Matos irá retornar à mesma Fundição Progresso, mas dessa vez trazendo o Symfonia. É aguardar para ver mais um grande show, que contará com grandes surpresas certamente!

Setlist:


Leading On
I Will Return
Rio
Mentalize
Innocence
Separate Ways
Reason
The Myriad Prelude To Oblivion
Lisbon
Holy Land
Unfinished Allegro/Carry on
Pride

Fotos: Jardel Cassiano.Vídeos: Cândido.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Resenha Show, Symphony X 05-06-2011 (RJ)







Fechando o fim de semana Rock / Metal que se iniciou com Alice Cooper no dia 03 (sexta-feira), e passando por Pain Of Salvation dia 04 (sábado), o Symphony X subiu ao palco da Fundição Progresso no domingo e teve como banda de abertura os niteroienses da Scarlet Horizon.



Eu já assisti, com esse, a três shows da Scarlet Horizon e eles ainda não conseguiram me cativar totalmente. Na primeira vez que eu os ouvi, eles tocaram com raiva e talvez por causa deste desvencilhar com a técnica, tenham soado bem. A banda é batalhadora e eles tentam mandar um som meio nos moldes do Queensryche antigo e a formação atual, com exceção do vocalista e do baterista é nova e a qualidade do som não estava lá estas coisas. Os caras foram corajosos em só apresentar músicas autorais no intuito de entreter o público do Symphony X, fato este que deve ser aplaudido. A banda possui talento, só resta lapidar mais o verdadeiro potencial de seus integrantes. Vou ficar devendo os nomes dos caras porque são muitos, seis, e eu sinceramente não os decorei quando o vocalista apresentou a banda.



Casa cheia, não lotada, mas muito bem ocupada, e a agressão começa com a introdução instrumental Oculus Ex Inferni e a entrada de Russell Allen (Vocals), Michael Romeo (Guitars), Michael Pinnella (Keyboards), Mike LePond (Bass) e Jason Rullo (Drums).









Michael Romeo (Guitar).






A primeira a ser cantada foi Of Sins And Shadows do álbum The Divine Wings Of Tragedy, terceiro álbum da banda lançado em 1997 precedendo Domination e Serpent’s Kiss levando o público à euforia.



Seguindo o show, The End Of Innocence foi a primeira música do novo álbum, Iconoclast, a ser apresentada pela banda neste show. Paradise Lost segue o set mantendo a pegada forte imposta desde o início do show. Vale lembrar que a qualidade do som do Symphony X era absurdamente superior ao que ouvimos antes.



A alegria dos músicos estava estampada na face dos mesmos e do público que estava na Fundição Progresso. Smoke And Mirrors do álbum Twilight In Olympus foi executada magistralmente seguida por Eve Of Seduction (2007) e de mais uma novidade, Dehumanized.










Russel Allen (Vocals).



Fechando o curto set, porém muito empolgante, Set The World On Fire fez com que todos cantassem juntos e a satisfação de Russel Allen podia ser notada facilmente assim como sua técnica, como canta o cidadão.

A banda se retira e volta para o Encore, a música escolhida foi The Odyssey, que ao longo de seus pouco mais de 24 minutos de música passou por diversas nuances musicais, uma obra de arte de muito bom gosto.



O set pode parecer curto, mas, se tratando do Symphony X e de suas músicas longas, passamos um bom tempo na casa de show. Ao final partimos para o Calabouço Heavy & Rock Bar, onde minutos antes de sairmos de nossas casas para apreciar ao show, observamos um post dizendo que os membros do Symphony X estariam presentes na casa após o show.



Michael Lepond (Bass).




Chegamos rápido e conseguimos ver o final do set da banda Elemento Surpresa , que com muita competência tocava vários covers do Rock 70. Enquanto o Symphony X não dava as caras, cantamos e ouvimos clássicos do Kiss, Pink Floyd, Deep Purple, Journey entre outros.

Os membros da banda que compareceram a casa foram Russell Allen, Jason Rullo e Michael LePond. Russell muito assediado por “piriguetes” metálicas se tornou um alvo de difícil acesso para os verdadeiros fãs, deixando o trabalho de “fazer sala” para Jason e Michael.



O clima era de descontração e como estava ficando tarde não conseguimos uma palavra de Russell porém conseguimos a chance de entrevistar Jason Rullo que vocês verão brevemente aqui em nosso blog.



Não deixe de nos acompanhar.






Set List do Symphony X:



01 - Oculus Ex Inferni



02 - Of Sins and Shadows



03 - Domination
04 - Serpent's Kiss
05 - The End of Innocence
06 - Paradise Lost
07 - Smoke and Mirrors
08 - Eve of Seduction
09 - Dehumanized
10 - Set the World on Fire (The Lie of Lies)






Encore:








11 - The Odyssey

terça-feira, 21 de junho de 2011

Resenha Show, Alice Cooper - 03-06-2011 (RJ)




Sexta-feira. Graças ao cancelamento do show do Alice Cooper em Curitiba, o Rio de Janeiro pôde ter o deleite de receber este grande nome da música no Citybank Hall.



Há algum tempo não temos por aqui um show que caísse em um excelente dia da semana. Depois de um dia normal de trabalho, partimos para o bairro da Barra da Tijuca onde se localiza a casa de show.



O lugar estava calmo e uma ligeira preocupação passou pela minha mente: “Será que o público será mínimo como em alguns eventos anteriores?”. Para minha surpresa, pessoas de várias faixas etárias, algumas com os olhos pintados, outros de cartola, começaram a surgir aos poucos de várias partes do shopping e formaram um grupo de número razoável.



Por motivos ainda desconhecidos por nós, a casa estava com um pano preto fechando uma parte da pista. Havia uma câmera profissional filmando o show, poderia ser para algum extra de um futuro DVD, quem sabe?



O palco ficou encoberto no início do show com uma cortina que trazia um desenho de Alice Cooper saindo de um caixão, a mesma arte usada nos flyers da recente turnê.



O pano cai e um palco bem decorado nos trás um ar de surpresa e apreensão pelo que vai acontecer.







Alice começa o show com um de seus clássicos, The Black Widow em cima de uma escada um tanto quanto alta de onde com sua jaqueta munida de patas de aranha disparou fogos pelas mãos e prendeu o público presente.



A banda de Alice na recente turnê é composta por Steve Hunter (Guitars), Tommy Henrik (Guitars), Damon Johnson (Guitars), Chuck Garric (Bass) e Glen Sobel (Drums), vale lembrar que a banda estava super a vontade no palco, a interpretação da banda assim como a interação deles com o público foi fantástica.



O show segue com os clássicos: Brutal Planet, I’m Eighteen, com direito a Alice cambalear com muletas no palco, Under My Wheels e Billion Dollar Babies com notas com a face de Alice sendo arremessadas ao público através de uma espada empunhada pelo cantor.



Com o público cativado e extasiado, No More Mr. Nice Guy e Hey Stoopid foram cantadas a plenos pulmões pelos presentes. É interessante como um artista consegue ser carismático e simpático com o público sem lhes falar um “ai” sequer.



Is It My Body foi a seguinte, seguida por Halo Of Flies. Um dos momentos mais engraçados da noite se deu em I’ll Bite Your Face quando Alice adentrou o palco com uma jaqueta escrita nas costas “New Song”, que posteriormente foi retirada para ele mostrar o refrão da nova canção escrita nas costas de sua blusa.





Depois das risadas e de ter sido bem recebida pelo público, o set volta aos clássicos. Muscle Of Love, com Alice e suas maracas, antecedem um dos momentos de maior emoção e interpretação do show: a balada Only Women Bleed, com a famosa dança de Alice com a boneca Ethyl. O momento de ternura dura pouco e na música seguinte, Cold Ethyl, a mesma é espancada e arremessada para os lados.









Com o público nas mãos e quando você acha que já viu de tudo no show, Feed My Frankestein mostra o contrário. Alice Cooper, em um jaleco ensangüentado, entoa a canção juntamente com o público até o momento da entrada de seu assistente, Igor, ligar a máquina que dá vida a um enorme boneco Frankstein com as feições de Alice.



Clones foi a seguinte, e a famosa e uma das mais aguardadas, Poison colocou o Citybank inteiro para cantar junto. Essa canção é simplesmente atemporal.






Em Wicked Young Man, Cooper mata um fotógrafo interpretado por um dos roadies e a famosa encenação da guilhotina é executada em Killer; a banda canta I Love The Dead enquanto o carrasco brinca com a “cabeça” de Alice Cooper.



Alice volta para School’s Out, com a inserção de um trecho de Another Brick In The Wall do Pink Floyd no meio da canção e com bolas enormes sendo arremessadas ao público e sendo estouradas quando próximas ao palco por uma espada que Alice empunhara foi o fim do set regular.



O bis veio com Elected e o cover para Fire de Jimi Hendrix com os músicos se divertindo muito. Simplesmente uma fantástica apresentação que concorre com folga ao melhor show do ano.








Para quem conhece o som da banda de Alice Cooper desde o início de sua carreira sabe que por volta de 72, 73 quando começaram a sair seus trabalhos, a sonoridade era aquele “rockão” da época e foi mágico ver que a banda conseguiu dar a estas músicas uma roupagem mais pesada e atual, mostrando o quão forte são suas idéias. A banda passou pelo Rock, Hard Rock, flertou com o Heavy Metal e em momento algum se mostrou desanimada ou cansativa ao ouvido do público.



Uma aula de interpretação, profissionalismo e carisma que muitas bandas, principalmente as mais novas, deveriam aprender.