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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Go Off! - 1988


Depois de passado um ano do espetacular álbum Speed Metal Symphony, os guitarristas Marty Friedman e Jason Becker lançam em 1988 o segundo e último registro do Cacophony, o álbum intitulado Go Off!.


Desta vez, Friedman deixou o baixo por conta de Jimmy O’Shea além de contar novamente com Peter Marrino (Vocals) e Kenny Stravopoulos (Drums).


A arte da capa constitui na foto dos dois guitarristas vestidos de um jeito mais Hard Rock do que o primeiro álbum dentro de jaulas, a idéia é até meio interessante pra época, no interior do encarte as letras das músicas e na parte de trás do registro, uma foto de toda a banda.


Algumas curiosidades deste registro é que se tem relatos de que Deen Castronovo foi o baterista que gravou o álbum mesmo tendo Stravopoulos na foto e nos créditos, outra curiosidade é a foto de Dan Bryant como vocalista ao invés de Peter Marrino.


Mesmo mantendo as características que os consagraram no primeiro álbum, Go Off! não conseguiu o mesmo impacto de seu antecessor, se tornando um fiasco em vendas, depois da turnê deste registro, Friedman foi tocar na banda de Dave Mustaine, o Megadeth e Jason Becker foi substituir Steve Vai na banda de David Lee Roth.


A maior diferença notada entre os dois álbuns é o fato de que em Go Off! As músicas ganharam uma atenção maior, não deixando de lado a virtuosidade e a técnica dos guitarristas.


O álbum se inicia com X-Ray Eyes, uma música agitada, pesada e grudenta, perfeita para se abrir o álbum, nota-se de cara a preocupação com a música como um todo não esquecendo da virtuose das guitarras. A segunda é E.S.P. uma música que começa lenta com um riff bem marcante e que depois ganha o peso habitual da banda, a voz de Marrino soa muito boa para o estilo adotado.


A próxima do Track List é Stranger mantendo o nível do registro, um Hard Rock oitentista bem característico seguido pela faixa título Go Off!, uma música instrumental melódica e gostosa de se ouvir com guitarras nos moldes dos discos solos de guitarristas como Joe Satriani e Steve Vai, uma excelente composição.


Black Cat segue numa linha instrumental melódica aliada ao vocal rouco de Marrino. Sword Of The Warrior retoma o Hard n’ Heavy devolvendo a empolgação ao álbum, mais um solo memorável. Floating World é a penúltima do registro e apresenta um vocal quase falado com as melodias ainda em alta.


Fechando o álbum temos Images. Uma composição instrumental belíssima que fecha com chave de ouro o registro.


Como citado antes, a banda se desfez e Marty Friedman foi fazer sucesso e carreira com o Megadeth, Jason Becker foi para a banda de David Lee Roth, mas o futuro não foi tão grato a ele. Becker descobriu durante as gravações do álbum A Little Ain't Enough que tinha a Doença de Lou Gehrig, também conhecida como Esclerose Lateral Amiotrófica, em outras palavras é uma doença degenerativa e incapacitante, ainda sem cura.


Hoje, Becker se comunica e ainda compoe através de um programa de computador, que lê os movimentos de seu globo ocular, seu cérebro continua ativo e apesar do ocorrido Jeff mantém o bom humor e a esperança na vida se tornando um exemplo não só de um grande músico como também de um grande ser humano.


Assim como o álbum anterior, achar uma cópia de Go Off! é meio difícil no mercado nacional, sugiro os sebos e as lojas virtuais do exterior para desembolsar um pouco menos de grana. Além disso para os mais aficcionados existem versões onde o título álbum se encontra na cor amarela e outra versão onde o título se encontra na cor azul.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Speed Metal Symphony - 1987


Em 1987 era lançado o primeiro registro de uma das mais brilhantes parcerias guitarrísticas que o Heavy Metal presenciou, falamos do lançamento de Speed Metal Symphony, primeiro álbum do Cacophony, banda capitaneada pelos guitarristas Marty Friedman e Jason Becker.

A banda se consagrou com a técnica e virtuose aplicada as músicas, por uma infelicidade qualquer, a banda só lançou dois álbuns, Speed Metal Symphony e Go Off !

Voltemos a falar de Speed Metal Symphony. A capa e a contra capa trazem as fotos dos dois guitarristas em meio a um plano de fundo contendo uma espiral de fogo, no interior do encarte encontramos apenas as letras das músicas.

Neste registro, Friedman também tocou Baixo e contaram com Peter Marrino nos vocais e Atma Anur na bateria. Lembramos também que Becker possuía apenas 17 anos na época da gravação deste álbum se tornando um dos nomes mais prodigiosos de seu instrumento.

A música que abre o álbum é Savage e conta com quase seis minutos de técnica e empolgação, a música é grudenta e cativante fazendo com que o ouvinte queira cantar junto “Savage, I,m Savage, OOOO, In The Night”, um excelente Hard n’ Heavy. O álbum segue com Where My Fortune Lies começa com a guitarra pegando fogo e depois embala numa sonoridade mais pesada do que a primeira música, mas não menos técnica.

The Ninja é a terceira e um dos clássicos lembrados até hoje prlos fãs desta banda, The Ninja traz inicialmente um riff bem melódico e cativante que ganha peso gradativamente, técnica sem perder o rumo ou soar chata, em seguida temos a primeira de duas faixas instrumentais presentes no álbum, falamos de Concerto, faixa de um pouco mais de quatro minutos e esbanja virtuose.

O registro segue com Burn the Ground que é a mais pesada do álbum fazendo com que os fãs batam cabeça, Desert Island é rápida e precisa e precede a última canção do álbum Spped Metal Symphony, a outra faixa instrumental, que fecha com primazia o registro.

Speed Metal Symphony é um álbum excelente que traz uma sonoridade a frente de seu tempo e que esbanja virtuose e técnica. As músicas são muito bacanas e mesclam bem o Hard Rock com o Heavy Metal. O álbum é meio ingrato de se conseguir, vindo a custar um pouco de grana aos fãs, mas que compensa o esforço de se achar e a quantia a ser paga quando se ouve.

Dou como sugestão procurar em lojas físicas e não as virtuais, a não ser que o álbum esteja realmente barato e em bom estado de conservação. Frente a frente com o vendedor podemos barganhar e ver o estado real do álbum, procure em sebos de discos e fuce, mas fuce mesmo, pois além deste você pode conseguir algo bem bacana para sua coleção a um preço justo.