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sexta-feira, 12 de março de 2010

Out Of The Dark … Into The Light – 1988


Segundo EP da banda Kreator lançado um ano após o lançamento do álbum Terrible Certainty. O registro mantém a pegada habitual da banda, ou seja, um thrash metal pesado e visceral.


A capa retrata bem o sentimento do álbum. Uma metade de cabeça humana em uma poça de sangue, dando duas sugestões de interpretação, ou a cabeça foi cortada ao meio e está na sua própria poça de sangue, ou a imagem está surgindo da enorme poça. Seja qual for a interpretação a capa é belíssima.


No lançamento em LP (norte-americano), existe uma proteção para a bolacha em um papel cartão branco com uma foto da banda. Lembrando que nesse registro em LP o número das faixas é menor, contendo apenas cinco faixas. Uma outra versão deste LP foi lançada contendo a faixa Gangland cover do Tygers Of Pan Tang.


No quesito música, nada a declarar, é o Kreator e ponto. Porradaria sonora. O EP conta com oito faixas sendo uma inédita, um cover dos ingleses do Raven e seis faixas gravadas ao vivo no Dynamo Club na cidade de Eindhoven na Holanda.

Com o relançamento do álbum Terrible Certainty parte do material apresentado em Out Of The Dark … Into The Light pode ser encontrado como bônus.


A formação da banda era composta por Mille Petrozza (Vocals / Guitars), Jorg Tritze (Guitars), Rob Fioretti (Bass) e Jurgen "Ventor" Reil (Drums).


Aqui no Brasil não é muito fácil de achar tal material, fazendo com que o fã tenha que recorrer várias vezes a sites e / ou contatos lá de fora.


No fim, um belo item tanto pela qualidade quanto para ser adicionado a uma coleção.


Contra Capa do LP.


Capa Protetora do LP.


Tracklist:


1- Impossible To Cure

2- Lambs To The Slaughter (Raven Cover)

3- Terrible Certainty (Live)

4- Riot Of Violence (Live)

5- Awakening Of The Gods (Live)

6- Flag Of Hate (Live)

7- Love Us Or Hate Us (Live)

8- Behind The Mirror (Live)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Violent Revolution – 2001



Vamos ao décimo trabalho desta banda pioneira do movimento Thrash alemão.


Depois de passar pela fase experimental / industrial, começada em Renewal (1992) e que perdurou até Endorama (1999), em 2001 o Kreator mostrou ao mundo metálico com o lançamento de Violent Revolution que ainda tinha muito ódio nas veias.


Desta vez a banda traz em seu line-up, Mille Petrozza (Vocals / Guitars), Sami Yli-Sirnio (Guitars) substituindo Tommy Vertteli, Christian Giesler (Bass) e Ventor Reil (Drums).


A capa do álbum lembra a usada pela banda no excelente Coma Of Souls, o que já indicaria que seria mais um belo trabalho desses alemães. Com certeza um excelente trabalho visto que é uma das capas mais lembradas até hoje.


Para os colecionadores de plantão e fãs mais ávidos, Violent Revolution, possui uma edição em digipack limitada em 10.000 cópias que contém uma faixa bônus: Violent Revolution (demo).


Vamos as faixas:


01 – Reconquering The Throne – A música começa já na base da porrada, Mille investe em vocais rápidos. A variação para a hora do refrão foi bem sacada e com certeza se tornou um dos grandes hinos da banda. Não tem como não bangear ouvindo esse som.


02 – The Patriarch – Faixa instrumental curta, somente com os instrumentos de corda que serve como ponte para o início da faixa título.


03 – Violent Revolution – A faixa título. Assim como Reconquering The Throne, o som já começa com pressão, o refrão serve para ser cantado em uníssono com todos, excelente faixa para shows e com certeza um marco não só para o Kreator mas como para a cena Thrash alemã. A faixa também contém um belíssimo solo


04 – All Of The Same Blood (Unity) – Guitarras rápidas, é a única maneira de se descrever o início deste som. Mais uma música Thrasher excepicional.


05 – Servant In Heaven / King In Hell – Início com uma nota alta de guitarra apoiando a levada do baixo. Excelente trabalho da cozinha rítmica. Os vocais são mais arrastados e o peso continua no mais perfeito estilo Kreator de ser.


06 – Second Awakening – O início é mais devagar em relação as faixas anteriores mas a melodia é cativante.


07 – Gheto War – A batida do bumbo da bateria já faz o coração disparar. Os riffs são certeiros e não deixam dúvidas de que é mais uma boa música para se bangear.


08 – Replicas Of Life – Início melódico e bem lento. A coisa só pega depois de um minuto e alguma coisa (eu sei que é pouco, mas pelo que vinha sendo apresentado até aqui no decorrer do álbum é muito). Thrash sem sustos, ou melhor com um pequeno susto inicial.


09 – Slave Machinery – A bateria de Ventor realmente é instigadora, não tem como ficar parado ao ouvir as batidas das baquetas desse cara. Mais um excelente solo de guitarra compõe o andamento da faixa. Faixa no melhor estilo Thrash.


10 – Bitter Sweet Revenge – Mais uma grande música com todos os elementos que se espera de um Thrash Metal.


11 – Mind On Fire – Mille realmente é um vocalista fora do comum, o cara canta, grita e tudo na mais perfeita harmonia. Uma grande aula.


12 – System Decay – A última faixa mantém o pique imposto desde o início do álbum.


Com certeza para muitos fãs esse trabalho foi a redenção do Kreator a cena do Heavy Metal. Um maravilhoso trabalho pesado e coeso. Realmente a banda mostra o porquê de ser uma das maiores do movimento Thrash europeu e porque sua música é referência para as bandas de hoje.


Um disco perfeito, não tem muito o que se dizer, apenas ouça e quebre seu pescoço ao sacudir ouvindo esse petardo. Hail !!! Confira.


Tracklist:


01 – Reconquering The Throne

02 – The Patriarch

03 – Violent Revolution

04 – All Of The Same Blood (Unity)

05 – Servant In Heaven / King In Hell

06 – Second Awakening

07 – Gheto War

08 – Replicas Of Life

09 – Slave Machinery

10 – Bitter Sweet Revenge

11 – Mind On Fire

12 – System Decay

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Endorama (1999)

Nono álbum da banda alemã de Thrash Metal. Endorama é um álbum atípico na carreira do Kreator. Lançado em 1999, o álbum em questão aposta em um Heavy Metal mesclado a toques industriais. Será que foi o mesmo bichinho que mordeu o Metallica?


Pesado? Sim. Apesar de receberem inúmeras críticas da mídia, Endorama é um bom e pesado álbum de Heavy Metal.


A banda conta com Mille Petroza (Vocalc / Guitars), Ventor Reil (Drums), Christian Giesler (Bass), Tommy Vetterli (Guitars), além da participação de Tilo Wolff, vocalista da banda gótica Lacrimosa, na faixa título.


O encarte do álbum é simples e conta com as letras das músicas e uma foto dos músicos. A capa possuiu uma bela ilustração. A gravação conta com uma excelente produção e possui 12 faixas.


Para variar, para o mercado japonês o álbum tem uma faixa bônus ... Children Of A Lesser God. Em 2007, Endorama foi lançado em Colour LP em apenas 333 cópias, se tornando assim um item raro para colecionadores.


Vamos as faixas:


Golden Age – A música começa com uns “barulinhos” e logo é inundada por um belo riff. A faixa não tem a pegada do “antigo” Kreator, mas a vontade de bangear está lá.


Endorama – A faixa que conta com Tilo Wolff nos vocais. A veia gótica é latente, como não poderia ser diferente. Os vocais de Tilo e Mille se intercalam em uma curiosa combinação. Sem dúvida uma experiência agradável para os fãs de mente aberta.


Shadowland – Aqui no Brasil foi a faixa de trabalho da banda, inclusive lançada em um CD da extinta revista Planet Metal. Uma boa música com pegada e refrão grudento.


The Chosen Few – Início lento que logo é trocado por uma batida cadenciada da bateria e vocais industriais. A primeira faixa do álbum, onde o lado industrial fica mais evidente.


Everlasting Flame – A música começa com um belo riff melódico. Os vocais de Mille são acompanhados por um dedilhado e depois temos o aumento de peso, mas mesmo assim, não chegando ao Thrash. Talvez a mais melódica do álbum.


Passage To Babylon – Os vocais seguem o padrão da faixa anterior, com efeitos, mas diferente de sua antecessora, Passage To Babylon. É pesada e os vocais ficam rasgados em determinadas partes.


Future King – A sétima faixa nos traz de volta o peso (não chega a ser um Thrash mas empolga), a música tem uma boa levada e consegue levantar o ouvinte fazendo-o bangear novamente. Música pra rodar a cabeça e jogar o cabelo pro alto.


Entry – Faixa instrumental melodiosa, bonita e curta. Uma ótima ponte para a faixa vindoura.


Soul Eraser – Iniciada por uma gravação eletrônica que diz o nome da música, assusta o ouvinte pelo o que pode vir em seguida. Para nossa sorte, os caras não surtaram e mesclando o Thrash ao Industrial, fazem mais uma faixa de peso instrumental e vocais com efeitos. Belíssimo solo.


Willing Spirit – Faixa Heavy Metal com peso moderado. Faixa legal que não compromete o álbum nem a banda.


Pandemonium – Início empolgante, propícia para o bangear. Mesmo com alguns toques industriais levanta o ouvinte. Duvido você ficar parado ouvindo a esta música.


Tiranny – Última faixa para os pobres não-japoneses. Tiranny mantém a pegada de Pandemonium, mas menos pesada, porém não menos cativante.


Vamos ao saldo final desta audição. Um álbum interessante. É um álbum que deve ser ouvido com cuidado e mente aberta. Existem vários e vários pontos bons no registro e que não deixam o ânimo cair. Com certeza não é um disco ruim e nem tão pouco um disco mediano. Se você tem coragem e gosta de Heavy Metal acima de tudo, confira !!!


Tracklist:


01 - Golden Age

02 - Endorama

03 - Shadowland

04 - The Chosen Few

05 - Everlasting Flame

06 - Passage To Babylon

07 - Future King

08 - Entry

09 - Soul Eraser

10 - Willing Spirit

11 - Pandemonium

12 - Tyranny