terça-feira, 19 de maio de 2009

...And The Raw Metal Power - 2002


Primeiro álbum gravado pela banda Nordheim, fundada em 1995, inicialmente contando com Hélio Oliva (Vocals), Gustavo Harrass (Guitars) e Fábio (Guitars), para completar a banda foram convocados Roberto Sans (Bass) e Fabiano (Drums).

Executando um heavy metal tradicional, mesclando elementos oitentistas ao trash, o Nordheim logo ganhou o underground carioca, realizando muitos shows e conquistando diversos fãs.

Com o passar do tempo, houve a troca de membros da banda, mas, logo a banda se estabilizaria, com os integrantes: Hélio Oliva (Vocals), Davis Ramay (Guitars), Thiago Perrel (Keyboards), Roberto Sans (Bass), Gustavo Silveira (Guitars), Armando Pereira (Drums).

No final do ano 2000 a banda começa a preparar a gravação de seu CD demo, chamado de "River of Death", sendo produzido por ninguém menos que Renato Tribuzy, até então vocalista da banda Thoten.

Com a excelente aceitação do CD demo, no final do ano 2001, a banda inicia a gravação do debut, produzido por Sidney Sohn e lançado pela Marquee Records em 2002.

A banda lança então “...And The Raw Metal Power!”, um excelente disco mostrando melodia e agressividade. Os vocais limpos de Hélio e os guturais de Gustavo se mostram muito bem entrosados. As guitarras assim como o trabalho da cozinha nos remetem aos tempos áureos do Heavy Metal Tradicional com pitadas de Trash.

Sem dúvida um trabalho de extremo bom gosto tanto na parte instrumental, como na parte artística do encarte. As ilustrações são ligadas as músicas e são muito bem feitas. Na parte central do encarte existe uma foto de toda a banda em um museu aeronáutico do Rio de Janeiro.

Hoje com algumas mudanças de line-up, os membros restantes seguem como banda de apoio para Renato Tribuzy em sua ascendente carreira solo.


A aquisição do CD é mais fácil aos fãs residentes no estado do Rio de Janeiro, mesmo assim é um item incomum de ser achado nas lojas, mas quem tiver a oportunidade, compre.

Confira:

01. River of Death
02. Doomsday
03. Raining Fire
04. Out of Control (The Devil's Ballad)
05. Before the Light
06. Alone in the Dark
07. Threads of Fate
08. Easy Rider
09. Evil Intentions
10. Hammer of Gods
11. Damnation of Gods (Ragnarok)

Louder Than Hell - 1996



Álbum lançado pelo Manowar em 1996. Logo no início da primeira faixa, percebemos que o Manowar segue a mesma receita de outrora. Isso é ruim? Não, pois você sabe o que vai ouvir e Manowar é sempre Manowar.

As três primeiras faixas (Return Of The Warlord, Brothers Of Metal e The Gods Made Heavy Metal) já valem o álbum, empolgantes, ótimas músicas para shows, dá vontade de cantá-las bem alto, transmitindo a ideologia da banda .

O álbum também é marcado pela inclusão de Karl Logan (Guitars) assumindo o posto de guitarrista e a volta de Scott Columbus (Drums) juntamente com a eterna dupla mentora do Manowar Joey DeMaio (Bass) e Eric Adams (Vocals).

A musicalidade do disco mistura partes pesadas com baladas épicas, marca registrada da banda.

A arte gráfica é bem simples, uma coisa que o Manowar adora fazer e que eu odeio são essas capas que viram pôster. Porque não botam o pôster separado?

Como vou pendurar o cretino na parede? Enfim, na parte de dentro estão as letras das músicas e nenhuma foto da banda.



Confira:

01. Return Of The Warlord
02. Brothers Of Metal (Part 1)
03. The Gods Made Heavy Metal
04. Courage
05. Number 1
06. Outlaw
07. King
08. Today Is A Good Day To Die
09. My Spirit Lives On
10. The Power



segunda-feira, 18 de maio de 2009

Allegro - 2001


Criada em 1995, a banda Allegro faz um som voltado para o Heavy Metal Melódico e Tradicional, tendo como influências nomes que vão de Beatles e Queen a Pantera e Dream Theater.

Depois de muita estrada e mostrar competência abrindo para shows de bandas famosas, o Allegro assina com uma gravadora (Megahard Records) e em 2001 é lançado o tão esperado debut.

Dar mérito por só algumas faixas não vale neste álbum, o conteúdo inteiro é de muito bom gosto, sendo audível em toda sua extensão.

O casamento entre as influências da banda é de fato surpreendente. Não se tornando maçante e nem clichê, embora seja comparada constantemente ao Angra.

A banda é composta por Ilton Nogueira (Vocals), Lula Washington (Guitars), Will Villante (Guitars), Bruno Sá (Piano), Alex Moreno (Bass) e Marcus Souza (Drums).


O encarte é muito bem feito e traz uma arte simples, porém muito bonita. As letras estão bem legíveis e possui algumas fotos de toda a banda.

Um dos pontos altos para a banda foi o show realizado no Garden Hall (RJ) para o lançamento da extinta revista Disconnected, juntamente com o Heaven Falls e Lost Forever, sem falar na abertura de shows de bandas já consagradas como Angra, Saxon entre outros.

Para quem curte um som harmônico mas sem perder o peso o Allegro é uma excelente pedida, mas, é um item difícil de ser conseguido, eu mesmo penei para ter um em minha coleção. Algumas fontes dizem que a banda encontra-se em processo de composição de um novo álbum. Vamos aguardar.

Confira:

01. Thy Valse Wicked
02. Enigma
03. Stormy Nights
04. Fragile Life
05. Third Millennium
06. Sweet AS Wine, Holy As Blood
07. Peace of Mind
08. Self Destruction
09. As One We'll Survive
10. Lacrima Christi
11. The Betrayer's Song



Vulgar Display Of Power - 1992



Lançado em 1992, Vulgar Display Of Power é o sexto álbum da banda Pantera. O álbum traz a mistura de Trash Metal e Hardcore que fez com que a banda se tornasse grande.O álbum contou mais uma vez com o line-up clássico: Dimebag Darrel (Guitars), Phil Anselmo (Vocals), Vinnie Paul (Drums) e Rex "Rocker" Brown (Bass).

As faixas são rápidas e agressivas em sua maioria, as baladas são bem executadas e não soam enjoativas, contendo peso além das melodias.A impressão que dá é de que os músicos experimentaram algumas sonoridades mas sem sair da linha agressiva da banda, fazendo com isso um clássico absoluto do Trash.



A capa do álbum define bem o som encontrado no álbum, uma porrada. O encarte contém belas fotos da banda ao vivo.As letras são apresentadas como se tivessem sido escritas a mão pelos integrantes (bem legível por sinal).

Fica aqui a dica deste ótimo remédio para torcicolos, pois você esquecerá da dor rapidamente e irá "bater cabeça" do início ao fim.

Enfim, um grande clássico do Trash.E talvez o último disco bom do Pantera.

Confira:

01 - Mouth for War
02 - A New Level
03 - Walk
04 - Fucking Hostile
05 - This Love
06 - Rise
07 - No Good (Attack the Radical)
08 - Live in a Hole
09 - Regular People (Conceit)
10 - By Demons Be Driven
11 - Hollow


sábado, 11 de abril de 2009

Show Kiss (Abertura: Libra) 08 - 04 - 2009

Quarta feira, dia 08 de abril de 2009. Depois de um dia de trabalho. É hora de ver um dos maiores espetáculos da Terra, a banda mais quente do mundo, KISS. Fazem longos 23 anos que a banda não toca na cidade.

A primeira visita do Kiss ao Brasil foi em meio a turnê do album Creatures Of The Night. Na época a banda contava com Gene Simmons (Vocals, Bass), Paul Stanley (Vocals, Guitars), Eric Carr (Drums) e Vinnie Vincent (Guitars).

Hoje com um line-up reformulado, Gene Simmons e Paul Stanley voltam ao Rio de Janeiro acompanhados por Eric Singer (Drums) e Tommy Thayer (Guitars). A recente turnê é uma comemoraçao aos 35 anos da banda e uma releitura do album Alive.

A Praça da Apoteose estava com um ótimo público, muitas famílias estavam presentes para ver o show, a quantidade de crianças era surpreendente, boa parte do público também estava caracterizada como os membros da banda, inclusive relembrando a maquiagem da raposa de Eric Carr e o guerreiro egípcio de Vinnie Vincent.

A abertura do show do Kiss ficou a cargo da banda carioca Libra, que faz um som voltado para o gótico, com letras em português. Apesar de ser uma excelente banda, a banda não se mostrou muito a vontade e não foi tão empolgante quanto na abertura do Nightwish. Acredito que não foi uma boa escolha da produção, devido a diferença entre os estilos das bandas.

A banda se desculpou dizendo que foi chamada para abrir o evento ao meio-dia do dia da apresentação mas que mesmo assim ia mandar ver. A banda foi um pouco hostilizada por uma pequena parte do público, foram tocadas músicas do Cd Até Que A Morte Não Separe. Músicas como Sangue Frio, Eu Sei, Eletricidade, Na Minha Pele, Quando o Mundo Acabar, Ninguém Ama Ninguém além do cover de Enjoy The Silence do Depeche Mode. Um bom show mas sem o brilho de outrora.

Com a retirada do material do Libra, é erguido um enorme pano preto com o logo do Kiss em prata, mostrando que era a hora da atração principal. Com a clássica chamada "Allright Rio, You Wanted The Best, You Got The Best, The Hottest Band In The World Kissssss". O pano cai e é rapidamente retirado pelos roadies.

A primeira foi Deuce com efeitos pirotécnicos e o tradicional luminoso com o logo da banda ao fundo, é como ver uma revista de super-heróis ao vivo. Paul Stanley conversa com o público, e Strutter é iniciada seguida por Got To Choose. Continuando com o show, Hotter Than Hell traz Gene ao final com uma tocha em mãos, tendo como fundo muita fumaça e giroscópios vermelhos junto com ensurdecedoras sirenes até que Gene cospe fogo.

Um pouco de conversação com o público e Nothing To Lose se inicia, conforme a tradição a música é cantada pelo baterista, hoje Eric Singer. Logo depois durante a música Parasite começaram os primeiros pingos da precipitação, e então, chuva, chuva forte, logo, grandes poças de agua se formaram e uma pequena parte do público procurou abrigo embaixo das arquibancadas da Apoteose.

A banda pergunta se o público está bem com a chuva e se o show pode continuar normalmente, é óbvio que a platéia disse que sim e mais rock n' roll é tocado, C'mon And Love Me seguida por She foram executadas e ao final veio o solo do guitarrista Tommy Thayer, mantendo o hábito iniciado desde o primeiro detentor do cargo, Ace Frehley, a guitarra de Tommy atira foguetes no meio do seu solo.

Watchin You é a proxima seguida por 100.000 years. Vale lembrar que todas as músicas foram cantadas por todo o público, chegando as vezes a abafar o som dos musicos. Terminada 100.000 Years, Eric Singer inicia seu solo, totalmente técnico e espetacular. O homem gato é erguido com sua bateria e toca a alguns metros do palco, o logo da banda pisca e incendeia o público.

Cold Gin é cantada em uníssono, Let Me Go Rock n' Roll é a próxima. Nada diminuía a empolgação do público, todas as músicas eram cantadas por todos, dava pra ver a excitação da platéia. Eis que Paul Stanley começa a dedilhar Starway To Heaven do Led Zeppellin, e logo o público começa a gritar "Kiss! Kiss!..."em seguida Paul sorri e diz que aqueles eram tempos antigos onde ele estava aprendendo a tocar.

Para fechar o set regular Rock n' Roll All Nite é tocada e a Praça da Apoteose é tomada por uma chuva de papel picado, fantástico, fogos de artifício são lançados e a banda se retira por um breve momento. A banda retorna com Paul Stanley segurando uma bandeira do Brasil. Para agitar ainda mais os cariocas, Paul diz que o show em São Paulo foi bom mas o Rio era o número 1.

Shout It Out Loud inicia o bis, com a platéia cantando até os riffs de guitarra, Lick It Up foi a próxima, e Gene faz seu solo de baixo, Gene simula que está sendo incorporado e começa a cuspir sangue, babando em seu baixo.

I Love It Loud é o próximo clássico e deve ter acordado a vizinhança da Apoteose, I Was Made For Lovin You é a penúltima a ser cantada, e Detroit Rock City vem para fechar o show. Com um bis desses, nenhuma pessoa conseguiria ficar calado ou parado. Mais uma vez a bateria é erguida e fogos de artifício saem por toda a plataforma e pelo palco a sua volta. No fim da música, fim do show, uma enorme quantidade de fogos explode ao lado opsto do palco para que a banda possa sair.

Realmente o Kiss se mostrou como a banda mais quente do mundo, um show incrível que dificilmente veremos de novo, grande show, apesar do impedimento que a chuva criou cancelando o vôo de Paul Stanley por cima do público e o erguimento de Gene Simmons em seu solo. A chuva também causou o cancelamento da música Love Gun.

O público do Rio de Janeiro ganha dois parabéns, um por receber esse show e o outro pela excelente atuação durante o evento. Não houveram brigas, todos se divertiram fazendo uma grande festa de Rock n' Roll.

Show Almah (Abertura: Banda Woods) 05 - 04 - 2009


Domingo quente. Mais uma vez o Circo Voador traz ao público carioca um show respeitável. Desta vez é a vez dos paulistas do Almah sentir a vibração dos cariocas. A banda é formada pelo frontman do Angra, Edu Falaschi (Vocals), idealizador do projeto, juntamente com Marcelo Barbosa (Guitars), Paulo Schroeber (Guitars), Marcelo Moreira (Drums) e Felipe Andreoli (Bass) e promove o álbum Fragile Equality.

A casa de shows abriu as 17:00 horas. Por volta das 18:00 horas a banda Wood’s subiu ao palco, a primeira da noite foi Simphony Of Destruction do Megadeth, dando continuação ao set, a música Hey Lord do Helloween presente no álbum Better Than Raw, Stormbringer do Deep Purple é a próxima a ser executada seguida por Hey God! do Bon Jovi, então uma dose de Pantera, Hunting High And Low do Stratovarius é cantada por todos os presentes, Fuel do Metallica é a próxima e faz a galera se agitar, para fechar a noite a banda manda No More Tears do Ozzy Osbourne.

O show da banda Wood’s foi um show interessante contando com jovens músicos versáteis que apresentam um grande talento, a banda passeou pelos diversos sub-estilos de rock/metal, fazendo com que o show se tornasse “charmoso”, parafraseando o meu amigo Thiago Frasão (Vocals da banda Infinity To One), além disso, o teclado foi muito bem utilizado nas músicas, os solos de guitarra bem executados, e a experiência do baixista Padilha (ex-Snow atual M.A.S.T.E.R.S.) fizeram a diferença além da boa presença de palco, quesito este, falho em muitas bandas do underground.

Mais uma boa banda do underground carioca que merece seu espaço nos eventos, só tenho dúvidas que direcionamento musical tomarão caso resolvam começar a fazer músicas próprias.

O equipamento da Wood’s começa a ser retirado e uma pausa para um guaraná é realizada. Passados alguns minutos e os integrantes do Almah começam a subir ao palco, todos a postos e a apresentação é iniciada com Birds Of Prey, faixa do novo álbum Fragile Equality, o público se mostrou muito empolgado com a banda, Edu falou com o público sobre o show e as músicas que seriam apresentadas.

Também do segundo CD da banda, seguiu-se Take Back Your Spell, e Children Of Lies do primeiro álbum auto-intitulado. Em apenas três músicas a banda já mostrava o porque de ser eleita a melhor banda nacional de 2008.

Edu fala que a próxima a ser tocada é uma do Angra e que é uma música de que ele gosta mas que não tocam com tanta freqüência, a balada Bleeding Heart, a canção foi cantada por todos os presentes. Em seguida retomando para a carreira do Almah, Magic Flame e Fragile Equality do novo registro.

Variando entre as músicas dos dois álbuns seguem então Breathe, Golden Empire e Scary Zone do primeiro álbum. Seguindo com uma das músicas mais legais do novo álbum Torn, que segundo Edu Falaschi, só entrou no álbum por muita insistência do baixista Felipe Andreoli.

Assumindo o posto de tecladista, Edu canta e toca a balada Forgotten Land seguida pela porrada sonora de King. Edu está de parabéns não só pelos excelentes trabalhos mas também por ter juntado esta maravilhosa banda, o entrosamento entre os membros ficava claro assim como a técnica de cada um dos integrantes.

O show segue com All I AM e Beyond Tomorrow. A próxima segundo Edu, representava o início da boa fase dele e de Felipe Andreoli e mais uma do Angra é executada, Nova Era. A noite é fechada por You’ll Understand.

No fim, os músicos com muita humildade e dedicação ao público, ficaram para dar autógrafos e tirar fotos com os fãs. Destaque para o baterista Marcelo Moreira que ficou tomando uma cerveja com o público. Uma grande banda e um grande show. A decisão de o set ser basicamente dos discos do Almah também agradou bastante, mas já que tocaram duas do Angra poderiam ter tocado uma ou outra do Symbols. Fica aqui a sugestão.




terça-feira, 31 de março de 2009

Premiere Flight - 666 - Cine Odeon 14 - 03 - 2009



A premiére do documentário sobre a lendária banda de heavy metal britânico Iron Maiden foi realizada no dia 14 de março de 2009, dia do show da banda na Cidade Maravilhosa. O filme foi produzido por Sam Dunn e Scot McFadyen, conhecidos do público headbanger pelo documentário “Headbangers Journey”.

O filme foi passado no Cine Odeon, localizado no Centro do Rio de Janeiro. Os ingressos foram limitados e somente cerca de 400 fãs da banda puderam assistir a apresentação. Por volta das 12h30min os seguranças liberaram o acesso a sala. O filme estava marcado para as 14h00min e a apreensão era grande, pois havia rumores de que os membros da banda assistiriam ao documentário juntamente com os fãs.

Passado o tempo de espera normal e um pequeno atraso, o Iron Maiden adentra o Cine Odeon (andar superior) e acena para os fãs. Devido ao horário, a banda não pôde dar uma maior atenção aos presentes, ficando para o vocalista Bruce Dickinson as honras para o início do filme. Bruce falou rapidamente com os fãs e posou para algumas fotos. Em seguida as luzes se apagaram e deu-se o início do documentário.

O som estava simplesmente espetacular, ver a banda numa tela de cinema traz uma sensação indescritível, parecia que já estávamos no show. A cada música ou trecho de música apresentado no longa os fãs se agitavam e cantavam. Mas não só de música se trata o documentário, inicialmente Bruce aparece falando da idéia de se ter o próprio avião para baratear uma turnê e levar a banda a lugares que dificilmente outras bandas iriam devido ao alto custo de transporte do material da banda. O dia a dia da banda também é registrado e várias situações, hilárias as vezes, são reportadas.

As brincadeiras entre Bruce Dickinson e Nicko McBrain, o lado desprendido de Janick Gers, a calma e serenidade de Dave Murray, o perfeccionismo de Adrian Smith e as preocupações como líder da banda de Steve Harris estão presentes na película de forma clara. Podemos ver o lado família de cada um dos integrantes, a admiração dos fãs em diversas partes do mundo, a amizade entre os membros da banda e os bastidores que fazem parte da rotina de uma grande banda.

Um momento do documentário que tirou aplausos do público, foi a hora em que Nicko juntamente com um xamã pede proteção aos amigos da banda. Outra passagem registrada foi o fã que segura uma das baquetas lançadas por Nicko no término de um show e chora. O resto, se eu contar perde a graça. Fica aqui a dica para assistirem ao filme quando for lançado. Apesar do ingresso caro, para um fã como eu e acredito que para todos que estavam presentes: Valeu a pena.

No término da exibição, os produtores Sam Dunn e Scot McFadyen e Nicko McBrain que puxou o empresário Rod Smallwood para se apresentar ao público, se prontificaram a dar uma pequena entrevista aos fãs e a imprensa internacional que estava no local. Os quatro foram simpáticos e atenciosos com os fãs. Destaque para Nicko que sempre brincava com todos e que chegou a ironizar, sem ser grosseiro, os intensos pedidos de autógrafos. Logo em seguida, foi a hora de tomar um pequeno lanche e partir para o local do show, mas isto é história para outro post.

Acreditem, é um belíssimo documentário. A data de lançamento oficial do filme é 21 de abril de 2009.

terça-feira, 17 de março de 2009

Show Iron Maiden - 14 -03 - 2009

O Rio de Janeiro recebeu no dia 14 de Março de 2009, uma das, senão a maior lenda do heavy metal mundial, o Iron Maiden. A banda britânica que na década de 80 apareceu em meio a uma revolução sonora chamada de NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal). Com os cabelos compridos, atitude rebelde e calças de couro, um novo conceito musical nascia para o mundo.

Décadas se passaram, muitos davam o estilo como morto, porém, não era mais um estilo somente musical e sim de vida. O heavy metal se tornou grande, imortal, praticamente uma religião. Muitos torcem por um time, uma religião, uma ideologia política, neste estilo de vida temos o Iron Maiden. Praticamente uma unanimidade em se tratando de ouvintes de heavy metal.

O último show realizado no Rio de Janeiro teve como base o lançamento do disco Dance Of Death. Alguns anos se passaram e o decepcionamento por eles não terem tocado em terras cariocas em 2008 estava chegando ao fim. Na noite do show, a temperatura inicialmente agradável com uma pequena chuva, acalmava os fãs, conforme a hora do início da primeira apresentação da noite, Lauren Harris, ia se aproximando o calor aumentava, a chuva mesclada ao suor, a adrenalina já percorrendo a veia, uma explosão de sentidos e sentimentos que só um real seguidor do estilo pode entender.


As luzes se apagam e voltam a acender em seguida para que Lauren assuma seu lugar ao palco, a banda contava com metade do espaço do palco comparado com a banda principal, Lauren (Vocals) filha do lendário baixista do Iron Maiden, Steve Harris, Lauren está lançando seu primeiro registro: Calm Before The Storm. A banda que ainda conta com Richie Faulkner (Guitars), Randy Gregg (Bass) e Tom McWilliams (Drums) apresentou um hard rock bem contagiante com ênfase nas guitarras de Richie que deu um show a parte. Lauren apesar de demonstrar um certo talento e beleza, ainda falta lapidar mais sua voz. A banda se mostrou cativante, tocando músicas do debut, empolgando os presentes. Peço desculpas aqui por não citar as músicas tocadas por Lauren e sua banda pois ainda não estou familiarizado com o CD.


Com o término do show da banda de Lauren, são retirados os equipamentos do palco para a entrada da atração principal, o Iron Maiden. A expectativa é imensa e o público começa a se aproximar mais do palco, a Praça da Apoteose, casa das escolas de samba do Rio de Janeiro, se torna naquele momento casa de 22 mil headbangers. No telão é passado um trecho do filme Flight 666, que estará nos cinemas em abril próximo, a premieré do filme será descrita em outro post. A voz de Winston Churchill começa a ecoar pela Apoteose, um prenúncio de que Aces High estava para começar, a banda invade o palco, explosões, os cinqüentões ainda se movimentam como adolescentes, Bruce Dickinson (Vocals) corre e incita a pequena multidão a acompanhá-lo. A segunda da noite foi Wratchild, música do início da carreira da banda que inicialmente não constava no set-list da turnê.


Os clássicos seguem e 2 Minutes To Midnight é executada com maestria, o entrosamento da banda faz jus a sua reputação e os já citados Bruce Dickinson (Vocals), Steve Harris (Bass) juntamente com Adrian Smith (Guitars), Janick Gers (Guitars), Dave Murray (Guitars) e o Sr. Simpatia Nicko McBrain (Drums) mostraram porque são ícones deste estilo de vida.

A arrastada Children Of Damned é tocada, os fãs cantam cada frase, uma música que a tempos não era executada ao vivo Phantom Of The Opera soou poderosa levando os fãs mais antigos a loucura, a seguir The Trooper, com Bruce vestindo uma roupa idêntica a que a mascote Eddie usa na capa do single e agitando a bandeira inglesa intensamente, recebendo um retorno estrondoso do público, uma das mais belas canções da banda, Wasted Years do álbum Somewhere In Time, fez corações dispararem, alguns chegaram as lágrimas, confesso que quando via alguém chorando em um show, não entendia o porque daquela situação, depois deste show, mesmo não tendo chorado, entendo a razão pelo qual outros fãs sucumbem ao choro, é realmente de apertar o peito poder cantar em voz alta as músicas que você ouviu a vida inteira juntamente com sua banda preferida.

Uma das mais fascinantes da banda: The Rime Of The Ancient Mariner, composta tendo como base uma poesia de Samuel Taylor Coleridge, empolga e fascina, o público se concentra e admira a música, enquanto a platéia se recuperava Powerslave começa como uma tapa na cara do ânimo dos espectadores. Run To The Hills e Fear Of The Dark são cantadas por todos, até os solos de guitarra. A penúltima do set regular Hallowed By The Name traz um sentimento indescritível, a última, mas não menos importante Iron Maiden nos leva a viajar a turnê registrada no álbum Live After Death, todos ficam apreensivos quanto a aparição do Eddie por detrás da bateria, eis que no meio do solo de guitarra juntamente com as devidas explosões, um imenso Eddie mumificado de aproximadamente 10 metros se ergue e mostra a todos o seu poder. Ao final da música fogos saem de seus olhos.


A noite já estava perfeita, apesar de alguns pisões e empurrões, não houve nenhum sinal de tumulto, casais e famílias inteiras (inclusive com crianças) acompanhavam o show como fãs alucinados sem nenhum tipo de preocupação. Mas em todo o show do Maiden deve haver um bis, era a hora de uma das músicas mais clássicas da banda: The Number Of The Beast com direito ao Diabo no canto esquerdo do palco e a enormes labaredas, dava para sentir o calor na platéia, depois se seguiu The Evil That Men Do, clássico absoluto, fechando a noite assim como a cidade, maravilhosa, Sanctuary com o Eddie saído da capa do álbum Somewhere In Time agitando com o guitarrista Janick Gers.


Falar de um membro ou de outro individualmente é tarefa difícil, Bruce tem sua movimentação e carisma, Steve é a alma da banda, Nicko é a simpatia em pessoa, Dave a todo momento chegava na beirada do palco e parecia um menestrel tocando sua guitarra para os espectadores, Adrian era a força, a garra e Janick a vitalidade.

Enfim, ficou um gosto de quero mais e me arrependo de não ter tido dinheiro para seguir para São Paulo e vê-los novamente. Fantástica apresentação. Para muitos o show de suas vidas.

terça-feira, 10 de março de 2009

Show Almah - 05 - 04 - 2009


Devido a pausa forçada do angra, o vocalista Edu Falaschi se apresentará no Circo Voador com sua banda, Almah, divulgando o seu mais recente trabalho Fragile Equality no dia 05 de Abril. A banda atualmente é composta por Edu Falaschi (Vocals), Marcelo Barbosa (Guitars), Paulo Schroeber (Guitars), Felipe Andreoli (Bass), Marcelo Moreira (Drums).

Os ingressos estão com um preço muito bom e vale a pena conferir o som desta que é uma das grandes revelações do ano.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Ingresso Iron Maiden - Rio 2009


Ingresso da nova turnê. Premium.


Ingresso da Premiere do Flight 666



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Brave New Tour - 2000

Bootleg gravado no Dynamo Festival no ano de 2000, na turnê do álbum Brave New World. A banda na ocasião trazia em sua formação: Bruce Dickinson (Vocals), Steve Harris (Bass), Adrian Smith (Guitars), Dave Murray (Guitars), Janick Gers (Guitars) e Nicko McBrain (Drums).

Lançado em um CD duplo, o show que dá título ao registro vai até a faixa 05 do disco 02, totalizando 18 faixas gravadas no Dynamo Festival e mais 10 canções lançadas em singles ou gravações raras. Vamos dar ênfase primeiramente então ao show do Dynamo. A gravação é muito boa, bem acima da média, se ouve todos os instrumentos e poderia até passar por um registro oficial da banda. O set-list é praticamente o mesmo do álbum oficial Rock In Rio. O show traz músicas de várias fases da banda mesmo dando ênfase ao lançamento da época. O que chama a atenção é ouvir as músicas da fase Blaze Bayley sendo cantadas por Bruce.

Já as outras 10 faixas, algumas são encontradas em B-Sides de singles e outras não contém créditos ou informações de onde foram retiradas, mas além do vocal de Bruce existem registros aqui de vocalizações feitas por Blaze. Como a maioria se trata de material oficial, apenas sendo compilado aqui, temos uma reprodução excelente, mais tarde vários destes registros apareceriam no CD duplo B-Sides.

Em relação a produção, o encarte é bem simples, trazendo apenas uma foto (capa do single Wicker Man estilizada) da banda em seu interior com outras fotos menores dos integrantes no rodapé do mesmo. O registro é encontrado com alguma facilidade em sites de vendas na internet e é recomendado aos colecionadores.


Confira:

CD 01

01. Intro (Gravada no Dynamo Festival)
02. The Wicker Man (Gravada no Dynamo Festival)
03. Ghost Of The Navigator (Gravada no Dynamo Festival)
04. Brave New World (Gravada no Dynamo Festival)
05. Wratchild (Gravada no Dynamo Festival)
06. Two Minutes To Midnight (Gravada no Dynamo Festival)
07. Blood Brothers (Gravada no Dynamo Festival)
08. Sign Of The Cross (Gravada no Dynamo Festival)
09. The Mercenary (Gravada no Dynamo Festival)
10. The Trooper (Gravada no Dynamo Festival)
11. Dream Of Mirrors (Gravada no Dynamo Festival)
12. The Clansman (Gravada no Dynamo Festival)
13. The Evil That Men Do (Gravada no Dynamo Festival)

CD 02

01. Fear Of The Dark (Gravada no Dynamo Festival)
02. Iron Maiden (Gravada no Dynamo Festival)
03. The Number Of The Beast (Gravada no Dynamo Festival)
04. Hallowed By The Name (Gravada no Dynamo Festival)
05. Sanctuary (Gravada no Dynamo Festival)
06. Futureal (Single Wicker Man)
07. Man On The Edge (Single Wicker Man)
08. Rock N’ Roll (Single Metal Racketz)
09. Holy Smoke (Versão Censurada)
10. Bayswater Ain’t A Bad Place To Be (Single 12” Be Quick Or Be Dead)
11. I Live My Way (Single 12” Man On The Edge)
12. Drifter (Live)
13. Doctor, Doctor
14. My Generation
15. Justice Of Peace